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Nos Di Tchada i Amigos: homenagem ao Mestri Kim Alves


Tive o prazer de fazer parte do cruzeiro a bordo do navio turístico Odyssey, pela baía de Boston.

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Confesso que fiquei bem impressionado com a organização levada a cabo pela Associação Nos di Tchada i Amigos (NDTiA). Convem salientar isto, porque a maior parte das vezes temos aquela péssima predisposição de ficarmos ao lado para apontar o dedo ao que de mau acontece.

1-valdir-kimA mim sobretudo, reconheço as coisas quando não correm bem e procuro tirar ilações. Mas tenho este hábito de elevar ao mais alto patamar, quando se regista uma nota positiva.
Dou-a, neste caso, à Associação NDTiA.

No passado sábado, registei com prazer, a forma ordeira como os passageiros se portaram desde a chegada até à partida do Rowes Wharf Hotel, ponto de encontro dos participantes do referido cruzeiro.

Destaque para a pontualidade. A música, que contou com a participação desinteressada dos nossos artistas, entrou e saiu na hora programada. O delicioso jantar de frango e salmão servido no preciso “timing”. As damas e cavalheiros não se inibindo com o traje de gala, deixaram vir ao de cima o sangue quente crioulo, na medida certa e ao som das vozes de Vargas Monteiro, Zerui Depina, e do histórico Zeca di Nha Reinalda, acompanhadas pelos mestres dos teclados Kim Alves, Claudio Kr Ramos, Jose Fonseca “Zé Bass”, e a bateria de Chico Evora.

O produtor Kim Alves foi homenageado como um distinho filho de Achada Sto. António.

Juntando o útil ao agradável, fui informado pela tesoureira desta Associação, Eneida Anjos, de que foram arrecadados, ainda num balanço provisório, cerca de 5700 dólares, fundo esse que se destina a apoiar os mais necessitados daquele bairro na Praia e de outras localidades mais vulneráveis do nosso país.

Cito, outra vez, Norberto Tavares: “Ca nu dexa tudo só pa stado faze”. E como ainda gosto de realçar este “governo da diáspora” voltou a a contribuir com orçamento do Estado aos mais pobres, sem, uma vez mais, o viva ou abaixo partido x ou y e sem esperar pela aprovação dos deputados ou o veto presidencial.

É a força do associativismo da diáspora. É o djunta mon que muita falta deixa em Cabo Verde, é a sociedade civil que se manifesta sem se deixar tranvestir de política.

http://nosditchada.org – facebook: www.facebook.com/NosDiTchada

 

Valdir Alves / CaboVideo

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