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Opinião: Jorge Carlos Fonseca…”D’mas ta fazé mal”.


UM BRINDE AMARGO AO NOSSO PRESIDENTE DA REPÚBLICA 

 

Carlos Tavares

Carlos Tavares

“D’mas ta fazé mal”.  Em 2012 os cabo-verdianos, com a colaboração do PAICV decidiram votar e colocar no Palácio do Platô, o Dr. Jorge Carlos Fonseca. Um homem cujo o controverso trajecto político é de conhecimento de todos. Foi militante do PAIGC, PAICV, MpD, PCD e, como não podia deixar de ser, fazia também de grupo de trotskistas de então. Portanto um político polémico por natureza, e que nunca consegue estar em sintonia com nada, que ele não é protagonista. Papel esse que não assenta bem a uma pessoa que tem a função de arbitrar, de buscar consenso. O que nunca se pode esperar de um Presidente da República é lançar balbúrdia, desestabilizar. Se o deixarmos alimentar o seu ego, de certeza que ele fará de Cabo Verde um bocado de nada, usando a cadeira do Chefe de Estado.

 

Tenho acompanhado com alguma preocupação a sua baralhada presidência, fazendo de tudo para agradar e estar em sintonia com a oposição, prestando-lhes favores em prejuízo de Cabo Verde, desde que a sua acção sirva para atrapalhar o governo, mas sempre de forma sorrateira e malandra. Na ganância de servir o seu partido de peito, os rabentolas, foi atraiçoado a bem pouco tempo pelo descuido, e deixou cair a máscara, vetando um diploma aprovado na casa parlamentar e que tinha também sido promulgado, sem tirar nem por uma vírgula, o ano transacto. Esse seu percalço deixou-lhe mal na fotografia, pois alguns que ainda confiavam na sua lábia, incluindo a minha pessoa começamos a desconfiar do homem, passando a ver-lhe com olhos de ver. É preciso que cada um de nós iniciemos a ponderar e ajuizar as suas acções do Magistrado Supremo da Nação com um sentido crítico, para podermos descobrir os entrelinhas e perceber realmente o que pretende “a su capa”. Eu não tenho dúvidas da sua pretensão, que é de devolver Cabo Verde aos rabentolas, e por fim ao desenvolvimento e a transformação destas ilhas.

 

“D’mas ta fazé mal”. Toda a guerra que JCF vinha fazendo para representar Cabo Verde na cimeira dos EUA, aliás a única coisa que fez desde que chegou ao palácio do Platô, foi viajar, é apenas a ponta do iceberg. Pelo que, doravante, garanto aos cabo-verdianos que passarei a pisar-lhe os calcanhares, mimoseando-o a partir dos EUA, pondo a nu toda a sua estratagema de emboscar Cabo Verde. Este é o primeiro de muitos artigos que vou escrever.

 

Das mil e uma viagens, o que ele obteve de concreto?

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Presidente Fonseca é recebido no FMI por Min Zhu

Podem estar certos que tudo o que serão aqui relatados, serão ocorrências factuais e confirmados, não vou narrar incertezas ou levantar suspeições. Vou sim apresentar certezas. Queria aqui deixar uma dica: A partir de agora passem a observar melhor e analisar de forma desapaixonada, objectiva e imparcial a composição da delegação presidencial quando ele desloca ao estrangeiro! Examinem as mais-valias que compõem a delegação! Avaliam as quotas emprestados a cada partido! As visitas presidenciais só trazem ao nosso país, gastos desnecessários ao erário público. Há quem possa dizer que é ser mesquinho tratar desses assuntos, mas, a meu ver, para um país como o nosso, que cada “peni” conta e deve ser gasto de forma criteriosa e em benefício do bem comum. Pergunto: Das mil e uma viagens que JCF tem feito pelo mundo, representando Cabo Verde, o que ele obteve de concreto? Mesquinhice é em pleno época escolar, suspender as aulas da filha, para que ela possa fazer parte da delegação presidencial que ia a Roma encontrar com o Papa Francisco!

 

O sistema  cabo-verdiano não permite ao Jorge Carlos Fonseca fazer nada

Estou ansioso à espera dos resultados da cimeira dos EUA, o que ele levará de concreto, na bagagem de regresso a Cabo Verde. De certeza que é uma mão cheia de nada. A sua única ambição é desafiar José Maria Neves, criar confusão, estar entre os presidentes africanos e apertar as mãos de Barack Obama, o Presidente mais poderoso do mundo. Digo isto porque, se os outros presidentes africanos a constituição dos seus países lhe da poder para discutir e decidir sobre a política económica, por exemplo, dos seus países, o sistema  cabo-verdiano que é o de parlamentarismo mitigado, não permite ao Jorge Carlos Fonseca fazer nada, a não ser ver, ouvir e calar. A sua figura e o seu poder é apenas um cortar fitas. Aliás, sistema escolhido por ele e seus pares quando tinham maioria qualificada, permitindo que Carlos Veiga tivesse mais poderes, esvaziando os do Presidente da República. Como podem ver, está a provar do seu próprio veneno. De acordo com a Carta Magna cabo-verdiana, quem representa e decide no campo, político, social e económico é o Chefe do Governo, que é a entidade responsável pela administração do país.

 

O Presidente só incluiu as suas gentes

jorge-fonseca-dc0ara mim o essencial nisso tudo, são as avidezes e os propósitos do Presidente JCF. Ele tem revelado que está no Palácio de Platô para dar uma mãozinha ao MpD e a retribuir os favores que Ulisses Correia e Silva lhe emprestou aquando das presidenciais de 2012. Só que tanto os ventoinhas como o seu líder têm demonstrado que não são alternativa para governar Cabo Verde. Isso ficou mais uma vez comprovado no último debate sobre o Estado da Nação. Parafraseado o Deputado Júlio Correia, o MpD é um movimento “undi da ki panha”, sem ideias, sem programa, sem nada, completamente à deriva.

 

O senhor Presidente da República de Cabo Verde encontra-se nos Estados Unidos desde do dia 2 de Agosto, para uma cimeira que terá lugar oficialmente a partir do dia 8. Nesta viagem o Presidente só incluiu as suas gentes porque do seu programa consta confraternizar com os seus amigos de campanha nos EUA a custa de todos nós.

 

Porém, para salvaguardar os interesses de Cabo Verde para esta mesma missão veio a Washington, a margem da delegação presidencial, o Sr. Ministro de Industria e Energias, Dr. Humberto Brito.

Sr. Presidente, se for verdade o que está na penúltima frase, é um acontecimento gravíssimo e sem precedentes em Cabo Verde. Espero que ponha de lado os interesses político partidários e seja presidente de todos os cabo-verdianos, como foi Aristides Pereira, António Mascarenhas Monteiro e Pedro Pires.

 

QUEM DESMENTE O DITO?

Senhor Presidente Cabo Verde acima de tudo!

Bem haja.

 

Por Carlos Tavares

USA, 5 Agosto 2014

 

 

 

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