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Jorge Andrade defende a “tradicionalização” do Rap em Cabo Verde


Jorge Andrade defende a “tradicionalização” do Rap em Cabo Verde

O rapper cabo-verdiano, Jorge Andrade defendeu hoje, na Cidade da Praia, a “tradicionalização” do Rap cabo-verdiano com a introdução de instrumentos musicais tradicionais neste género musical.

Em declarações à Inforpress, o artista disse que há a necessidade de “valorização” dos instrumentos tradicionais, deixando de lado o som digital e incorporar no Rap os sons das músicas cabo-verdianas das décadas de 70 e 80.

Isso quer dizer, segundo explicou, que se deve trazer os sons de Bulimundo, os Tubarões, Tulipa Negra, João Cirilo e outras músicas tradicionais e fazer dessas “batidas” ritmos do rap cabo-verdiano.

Jorge Andrade defendeu ainda, que o que se está a fazer actualmente em Cabo Verde é um Rap cantado em crioulo, ao passo se deveria fazer um género com ritmos tradicionais da música cabo-verdiana.

“Temos que colocar nas nossas músicas não só a língua cabo-verdiana, mas também as nossas vivências, juntamente com os nossos ritmos tradicionais” frisou, advertindo que caso contrário, os rappers não vão ganhar respeito dentro do cenário musical cabo-verdiano.

Andrade adiantou no entanto, que as influências da globalização musical têm afectado o estilo do Rap em Cabo Verde, advertindo que globalização, apesar das suas vantagens, traz consequências negativas se não for bem assimilada.

O Rap é um discurso rítmico com rimas e poesias, que surgiu no final do século XX entre as comunidades negras dos Estados Unidos.

Pode ser interpretado a capella bem como com um som musical de fundo, chamado beatbox (sons feitos com a boca). Os cantores de rap são conhecidos como rappers ou MC, abreviatura para mestre de cerimónias.

A origem do rap remonta à Jamaica, mais ou menos na década de 1960 quando surgiram os sistemas de som, que eram colocados nas ruas dos guetos jamaicanos para animar bailes.

Esses bailes serviam de fundo para o discurso dos autênticos mestres de cerimónia que comentavam, nas suas intervenções, assuntos como a violência das favelas de Kingston e a situação política da Ilha, sem deixar de falar, é claro, de temas mais usuais, como sexo e drogas.

 

sapo.cv c/ Inforpress, 17 de Junho de 2014

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