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Eusébio: CACHECOL DE CABO VERDE FOI UM DOS PRIMEIROS


Funeral-Eusebio-Benfica-Portugal-EFE_ECMIMA20140105_0105_4PARTIU A LENDA DO FUTEBOL AFRICANO EM PORTUGAL E NO MUNDO

Com a morte da lenda do futebol africano, Eusébio da Silva Ferreira, domingo, 5 de Janeiro, surgiram várias formas de manifestação.

Mesmo depois do funeral, segunda-feira, 6, na cidade de Lisboa, em Portugal, as vias mediáticas utilizadas de mais fácil consulta têm sido facebook e artigos de opinião em diferentes portais.

Cada um procura “puxar a brasa à sua sardinha”. Todos procuram ter ou mostrar um pouco da afinidade com este símbolo e referência do mundo do futebol.

Apesar de Eusébio ter nascido em Moçambique, jogado naquele país, em Portugal, E.U.A. e Canadá, ele se destacou mais no Sport Lisboa e Benfica de Portugal onde passou a ser o ídolo eterno.

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CACHECOL DE CABO VERDE FOI UM DOS PRIMEIROS

Centenas de cachecóis cobriram e rodearam a estátua de Eusébio à porta do estádio da Luz, sendo o cachecol com a bandeira de Cabo Verde um dos primeiros a ser colocado no braço da estátua.

Devido a esta onda de reconhecimento e solidariedade, se apresenta o apanhado duma pesquisa “on-line” de várias afirmações proferidas, gestos praticados e fotos de arquivo divulgados sobre Eusébio, quer de celebridades como de cidadãos comuns.

Com a morte de Eusébio fica para a história uma referência e exemplo de humanismo, desportivismo e “fair play”.

Humanista, por não ter perdido as suas qualidades simples desde que deixou o continente africano e o seu país de origem, Moçambique; Desportivista, pela postura exemplar que colocou dentro e fora das quatro linhas; “Fair Play”, por ter aceite e respeitado as decisões e os resultados sem os contestar.

PRIMEIRA VEZ EM CABO-VERDE

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Em 1980, Eusébio, em fim de carreira, pela primeira vez, fez parte de uma selecção de jogadores portugueses que jogou em Cabo Verde.

Este “misto” defrontou equipas na ilha de Santiago, cidade da Praia, no estádio da Várzea, e, na ilha de S.Vicente, no então estádio da Fontinha (actual Adérito Sena).

Consta que a iniciativa partiu do falecido jogador cabo-verdiano, Carlos Alhinho.

Foi, exactamente, neste ano, 1980, que Eusébio, oficialmente, “arrumou as botas”, deixou de jogar, nos E.U.A., pela equipa de Buffalo Stallions, na modalidade de Futsal.

Em toda a sua carreira futebolistica, ele integrou equipas no seu pais de origem, Moçambique (pela equipa de Maxaquene), Portugal (Benfica e União Tomar), E.U.A. (Rhode Island Oceaneers e Boston Minutemen) e Canadá (Monterrey).

Conhecido no mundo futebolistico por “O Pantera Negra”, “A Pérola Negra” ou “O Rei em Portugal”, este africano, foi a maior figura de todos os tempos do Clube português, Sport Lisboa e Benfica.

O mundo continua a chorar pela morte de Eusébio. 

REACÇÕES E DECLARAÇÕES

Instituições, celebridades e cidadão comum de várias partes do mundo reagiram pela perda de Eusébio

Luis Filipe Vieira, presidente do Benfica, defende que “Eusébio Nunca morrerá”.

Jorge Jesus, treinador do Benfica, considera que Eusébio «Era um extraterrestre naquela altura, como hoje é Ronaldo ou Messi”.

Nicolás Gaitan, jogador do Benfica, relembra que “Um dia choraste por Portugal, hoje Portugal chora por ti”.

Pinto da Costa, presidente do clube rival, F.C. Porto, declarou que «Eusébio era um grande ser humano e um exemplo de fair-play».

José Mourinho, treinador português da equipa inglesa de Chesea, acredita que “Eusébio é imortal”.

Cristiano Ronaldo, jogador português do Real Madrid de Espanha, afirmou: “descansa em paz, eterno Eusébio”.

Armando Guebuza, actual presidente da República de Moçambique, terra do “Pantera Negra”, considera que Eusébio “É uma figura que transporta a história profunda e rica de Moçambique»

Joaquim Chissano, ex-presidente de Moçambique, afirmou que «Perdi um amigo, Eusébio era um orgulho para o povo moçambicano»”.

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Cavaco Silva, presidente da República de Portugal, disse que «a melhor forma de homenagear Eusébio é seguir o seu exemplo».

Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal, considerou que Eusébio foi «Um génio do futebol e um exemplo de humildade».

Valdir Alves, jornalista cabo-verdiano nos E.U.A., escreveu na sua página de facebook que “Quando o entrevistei tive que vestir a pele de jornalista e não de adepto e fã”.

Álvaro Ludgero Andrade, jornalista cabo-verdiano da Voz de América, comentou “Até sempre, Campeão!”.

Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República de Cabo Verde, apresentou condolência “como cabo-verdiano, amante do desporto e presidente de um país amigo de Moçambique e de Portugal”.

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde, declarou que “devemos prestar-lhe a mais vibrante homenagem”.

Oceano, ex-internacional jogador português, de origem e que nasceu em Cabo Verde, disse que “Eusébio é um símbolo” de Portugal.

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, disse que «Carinho e dedicação de Eusébio não serão esquecidos».

Joseph Blatter, presidente da FIFA, disse que «O futebol perdeu uma lenda. Mas o lugar de Eusébio entre os maiores nunca lhe será tirado”.

Michel Platini, presidente da UEFA, lembra que “Eusébio era mais do que um futebolista. Um homem bom e charmoso”.

Diego Armando Maradona, considerado maior jogador do século XX, escreveu na sua página oficial “A Pantera de Moçambique. RIP, Eusébio da Silva Ferreira (1942-2014)».

Pelé, considerado um dos maiores futebolistas da história, disse que «Lamento a morte do meu irmão Eusébio. Ficamos amigos na Copa de 66, em Inglaterra».

Domingo, 5 de Janeiro, dia em que faleceu Eusébio, a equipa principal do Real Madrid de Espanha decidiu colocar braçadeiras negras no jogo frente ao seu adversário, Celta de Vigo.

Cristiano Ronaldo dedicou os 2 golos que marcou na vitória do Real Madrid de 3 a 0.

«Dedico estes dois golos a ti, Eusébio, mas, de facto, foste tu que os marcaste. Estarás para sempre no meu coração», escreveu Ronaldo no Facebook.

Eusébio nasceu a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques, actual Maputo, em Moçambique. Ele deixa uma viuva, Flora Bruheim e duas filhas, Sandra e Carla.

JURA DE UM ADEPTO DO F.C. PORTO

Um adepto do FC Porto, um dos maiores senão maior rival do Benfica, disse ao portal português “Abola” que jurou nunca por os pés no estádio da Luz, mas foi colocar uma coroa de flores junto à estátua do malogrado e afirmou que «O Eusébio é de todos».

Esta onda de solidariedade e reconhecimento não escapou aos cabo-verdianos, na maioria benfiquistas mas, também, simpatizantes doutros clubes rivais, que têm dado o exemplo de como era o “Pantera Negra”.

Por: Pedro Ben’Oliel Chantre

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