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LINDA BALZOTTI OU BILL CARPENTER, QUAL É A MELHOR OPÇÃO PARA BROCKTON?


Compete ao eleitorado de Brockton, a cidade mais cabo-verdiana nos Estados Unidos, dar resposta a esta questão no dia 5 de Novembro, 2013.

city-hall-with-flagsÀ semelhança do que aconteceu quando Jass Stewart tinha disputado a prefeitura de Brockton com Jim Harrington, é de se louvar o grande envolvimento de cabo-verdianos nesta disputa eleitoral actual, entre Bill Carpenter e Linda Balzotti, desta feita com contornos novos e modernos. E neste pleito eleitoral, os votos dos cabo-verdianos com capacidade eleitoral somado aos votos dos cabo-verdianos-americanos pode ser determinante no levantamento desta indeterminação. Por agora a dúvida alimenta o dinamismo nas campanhas de ambos os lados. Entre a continuidade ou a mudança, ainda reina alguma indecisão. E há que haver posicionamentos inequívocos por parte dos dois candidatos no que concerne a defesa intransigente dos interesses da comunidade cabo-verdiana radicada em Brockton. E o envolvimento dos cabo-verdianos neste processo deve ser estratégico e orientado para resultados palpáveis e mensuráveis.

 

As campanhas gravitam essencialmente à volta dos seguintes tópicos:

 

  • Aumento consecutivo do imposto predial
  • Facturas exorbitantes de utilização de água baseada em estimativas e aplicadas de forma retroactiva
  • Incentivos para atrair investimentos
  • Insegurança e criminalidade: enquanto que uns proclamam que a criminalidade diminuiu recentemente outros reclamam o aumento da criminalidade e da insegurança e recorrem a estatísticas de expediente mutuamente contestadas.
  • Representatividade da diversidade nos vários serviços municipais
  • Lista de espera para aulas de «ESL» ou seja inglês como segunda língua
  • Ensino do Português no liceu de Brockton «Brockton High School»
  • Facilidades para a pática do desporto, mormente o futebol
  • Programas visando envolvimento de jovens
  • Adequação da Educação de crianças e adolescentes, seus pais, suas famílias, vizinhanças, e a comunidade cabo-verdiana no seu todo.
  • Instalação de uma Central Eléctrica (Power plant) em Brockton, na zona Sul. Enquanto que uns dizem que essa central representa algum perigo para a saúde publica por que tem efeitos negativos no meio ambiente, e diminui os valores dos imóveis no mercado imobiliário, outros contrapõem invocando despesas desnecessárias com questões legais pouca abonatórias dizendo que centrais idênticas funcionam sem problemas em outras localidades e que a vinda desta central para Brockton é inevitável e traz para a cidade dos campeões verba significativa que seria canalizada para aumentar o número dos agentes da polícia e assim melhorar a intervenção no combate à criminalidade e reduzir o imposto municipal sobre imóveis.

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Apelamos para uma campanha cívica, elevada e pedagógica, sem sobressaltos, onde não haja espaço para crispação, insultos pessoais ou rancor. Dos protagonistas nesta corrida eleitoral, espera-se uma postura serena e pedagógica. As acusações mútuas e infundadas perpetradas por ambas as partes, contribuem para semear mais dúvidas do que para convencer o eleitorado.

Aquele ou aquela, cuja estratégia e táctica consistem em tentar fintar o eleitorado cabo-verdiano-americano e o futuro de Brockton, com falsas promessas, não é a resposta certa à questão que ora se coloca, com alguma pertinência e equidade, aos eleitores cabo-verdianos de Brockton, e não só. Brockton merece do bom, do melhor, e do súper. Mas precisa de todos. De todos e sem excepção, incluindo dos menos bons, e dos medíocres. Todos em massa, imbuídos do espírito de equipa, cooperação e colaboração, erguidos em defesa dessa justa e nobre causa, a saber: melhorar a qualidade de vida dos Brocktonianos.

Regista-se muita movimentação em Brockton neste fim-de-semana e a contagem decrescente está prestes a terminar. Cartazes enfeitam Brockton por todo o lado. A caça ao voto dos cabo-verdianos é visível nas campanhas radiofónicas na estação 96.5 FM, e aproveitámos apara apelar a todos os cabo-verdianos para irem às urnas na próxima terça-feira, exercer a cidadania Americana com determinação, votando no candidato ao cargo de mayor, de conselheiro municipal, e de membro do comité escolar que melhor irá defender os interesses dos cabo-verdianos. Só assim conseguiremos demonstrar o nosso peso eleitoral em Brockton, a única maneira de conquistarmos mais respeito e dignidade por parte dos políticos americanos.

 

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Moises Rodrigues

É de se realçar que entre os oito candidatos ao cargo de conselheiro municipal, perfila-se um único candidato cabo-verdiano-americano, o Senhor Moisés Rodrigues. Jurei-me não participar na campanha nesta disputa eleitoral, por incompatibilidade com a função de Presidente da Assembleia Geral da Cape Verdean American Median Association, CVAMA, que desempenho, e por uma questão de coerência coíbo-me de dar indicação de voto. Mas devo render-me às evidências e reconhecer publicamente que o único candidato ao cargo de conselheiro municipal em Brockton que fala a nossa língua, espelha a cultura cabo-verdiana e conhece de cor e salteado os problemas dos cabo-verdianos residentes em Brockton, por experiência e pela sua vivência, é o nosso Moisés Rodrigues.

Para um bom entendedor estas palavras chegam e algumas sobram.

 

O visionário de que Brockton precisa deverá ser o garante de uma visão de unidade na diferença, de uma postura pragmática e proactiva capaz de tomar o pulso à comunidade cabo-verdiana, diagnosticar os problemas que a afligem, e estabelecer um programa estratégico e táctico faseado capaz de solucionar esses problemas, inspirar liderança do topo à base, e vice-versa, e assim liderar o município de Brockton tanto do interior como do exterior.

 

Augura-se uma disputa bastante renhida e participada. Tudo aponta para uma diferença mínima entre o candidato vencedor e o candidato derrotado.

 

Que o voto de cada eleitor seja consciente, informado, e inteligente. O mayor eleito deverá assumir-se como o líder e o obreiro que irá servir bem a todos, fazendo mais e melhor, pautando por uma liderança inclusiva na condução dos destinos da nossa décima primeira ilha, como muito bem disse vários líderes cabo-verdianos.

 

Por Agnelo A. Montrond, USA

aamontrond@yahoo.com

 

 

 

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