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Embaixadora de Angola, na Praia, classifica de tendenciosa e caluniosa a noticia divulgada pelo jornal A Semana


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Embaixadora de Angola, na Praia, classifica de tendenciosa e caluniosa a noticia divulgada pelo jornal A Semana, sob o título,

Em comunicado enviado à redacção da RCV, Maria Guilhermina da Cruz reconheceu ter sido abordada por uma jornalista do semanário em referencia sobre quando teria lugar a Comissão Mista entre Angola e Cabo Verde ao que respondeu que lamentavelmente este ano não, mas que estão a trabalhar para que a visita do Presidente Jorge Carlos Fonseca a Angola aconteça ainda este ano.

No documento, a diplomata afiança que em momento algum se referiu à pessoa do primeiro-ministro e que o critério escolhido pela jornalista constitui uma tamanha aberração.


A embaixadora de Angola em Cabo Verde refere-se à notícia como sendo invenção que, sublinha, não colocará em causa as relações entre Praia e Luanda.

A notícia em causa levou o ministério das Relações Exteriores a convocar a diplomata angolana, tendo, no final, divulgado um comunicado em que reitera a excelência das relações entre os dois Países.

MCSA

“José Maria Neves não deixa Cooperação Mista avançar”

publicado em 12 Outubro 2013- Asemana

O primeiro-ministro, José Maria Neves, não deixa a Cooperação Mista Cabo Verde/Angola avançar. Esta é a leitura da Embaixadora de Angola em Cabo Verde, que quer estabelecer uma relação de causa-efeito entre o arranque da “vasta” agenda de cooperação entre os dois países e a visita que o Chefe do Governo acordou fazer ao seu país até o final do ano. Josefa Cruz, que culpa o primeiro-ministro de ser praticamente uma “sombra” para essa cooperação, lamenta que tantos projectos importantes – de há muito elencados pelos dois países – não se possam efectivar pelo simples facto de o primeiro-ministro não colocar na sua agenda uma visita a Angola, ainda este ano. Mas a diplomata angolana diz que não medirá esforços para ultrapassar esta situação.

Josefa Cruz: “José Maria Neves não deixa Cooperação Mista avançar”

Entretanto, fontes diplomáticas contactadas por este jornal informam que “o que ficou acordado com Angola é que primeiro iria o Presidente da República e só depois o Primeiro-Ministro. E como a viagem do Chefe de Estado Jorge Carlos Fonseca ainda não se efectivou, o Primeiro-Ministro não pode romper o protocolo”. Estas mesmas fontes lembram que a própria embaixadora de Angola anunciara em Fevereiro à imprensa, os termos do protocolo de visitas ao seu país destas duas maiores figuras do Estado cabo-verdiano: primeiro o PR e depois o PM.

Aliás, a viagem oficial de Jorge Carlos Fonseca a Angola foi reafirmada em Maio no encontro que o chefe de Estado manteve com o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, em Adis-Abeba, à margem da Cimeira da União Africana. O PR chegou a estar empenhado na preparação desta visita a Angola, inclusive falou sobre isso com os grupos parlamentares, mas repentinamente tudo voltou a ficar em banho-maria.

A Cooperação Mista entre Angola e Cabo Verde está parada desde 2008, quando os dois países aprovaram três ratificações de acordos existentes nas áreas de indústria, ensino superior, segurança e ordem pública.

Segundo a diplomata, essa cooperação não vai acontecer como anunciara em Fevereiro deste ano à comunicação social. E a razão para esse atraso é muito forte. “Não havendo uma visita do Primeiro-Ministro, não há como assinar e actualizar os projectos”, comenta a Embaixadora, que vai mais longe dizendo que José Maria Neves é praticamente uma “sombra” a impedir que esta cooperação seja efectivada.

Recorda-se que em Maio deste ano, por altura da visita da secretária de Estado para a Cooperação de Angola ao nosso país, foi criado um grupo de trabalho com a missão de reactivar a Comissão Mista de Cooperação Angola/Cabo Verde. Mas, até agora, nada saiu do papel e do campo das intenções.

No mesmo mês, aquando da Cimeira da União Africana em Adis-Abeba, a redinamização da Cooperação Mista Angola/Cabo Verde foi tema de conversa entre o Chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, e o vice-presidente da República de Angola, Manuel Vicente. Ambos disseram à imprensa que as relações entre Cabo Verde e Angola eram boas, mas foram unânimes em afirmar que havia necessidade de “fazer mais e melhor” para reforçar esse entendimento.

Lucilene Salomão – Jornal Asemana

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