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Mário Almeida contra-ataca, acusa as ex-dirigentes do CIDLOT de atitudes infantis e racistas.


SONY DSCA antiga directora e a ex-coodenadora de pesquisas do Centro de Investigação, Desenvolvimento Local e Ordenamento do Território da Uni-CV acusam o realizador Mário Almeida de plágio e estelionato. O cineasta e professor universitário terá usado indevidamente imagens e declarações produzidas no workshop “Arte, Território e Desenvolvimento Local” para realizar um vídeo-documentário sobre o mesmo tema, quando terá sido contratado “apenas” para filmar o evento. Dai Patrícia Anahory e Andreia Moassab classificarem o filme disponível no youtube “um trabalho não autorizado, usurpado, ilegal e criminoso”. Mário Almeida nega todas as acusações e contra-ataca, acusando as ex-dirigentes do CIDLOT de atitudes infantis e racistas.

Patrícia Anahory, que dirigiu o CIDLOT entre 2009 e 2012, diz que em 2010 Mário Almeida entregou as fitas originais naquele centro de estudos da Uni-CV, tendo recebido na altura “orientações expressas sobre a proibição do uso daquelas imagens. Mas o realizador não só se serviu das imagens como “usou desonestamente textos da minha autoria como se fossem de sua concepção durante a narrativa de seu vídeo. Isso é considerado plágio”, afirma Andreia Moassab, ex-coordenadora de investigação do Centro.

Foi por isso com surpresa que Patrícia Anahory e Andreia Moassab leram a notícia “Mário Almeida questiona relação arte e território em documentário” na edição nº 1089 de 23 de Março do jornal A Semana. E decidiram denunciar o realizador ao youtube para que o filme seja tirado do ar. Já a decisão de processar judicialmente Mário Almeida, dizem, cabe à universidade pública, cujos assessores jurídicos “foram informados do caso desde 2010”.

Nesse ano Mário Almeida chegou a inscrever o filme num ciclo de documentários do Instituto Camões-Centro Cultural Português da Praia, mas Patrícia Anahory, enquanto directora do CIDLOT, impediu a exibição. Facto é que o filme continua disponível no youtube com o título “Arte_Território_Redux (Director´s Cut)”. E em Agosto último foi exibido na Associação Caboverdeana de Lisboa, numa mostra de filmes dedicada a Mário Almeida.

 

Burrice, mentira e racismo

Aarton92238bordado por Kriolidadi sobre estas acusações, Mário Vaz Almeida contra-ataca. O realizador nega que tenha sido informado de que não podia usar as imagens do workshop promovido pelo CIDLOT. “Não fui informado de nada. Precisavam de registo de imagem vídeo do evento e eu envolvi-me de corpo e alma no projecto”, afirma o cineasta.

Mário Almeida diz ainda que entregou ao Centro “todo o material audiovisual”. “Só fiquei com a parte que me cabe, 15 minutos”, alega o realizador, que contesta também a acusação de plágio.“O que ela (Andreia Moassab) diz é burrice. Plágio significa que ela já teria realizado um filme igual ou semelhante ao meu. Também não usei as suas declarações para fundamentar o documentário. Isso é mentira”.

Questionado sobre as repercussões que as queixas de Andreia Moassab e Patrícia Anahory podem ter na sua carreira profissional, Mário Almeida, que é professor na Universidade Jean Piaget e candidatou-se este ano a uma vaga de docente na Uni-CV, mostra-se tranquilo. “As acusações de Andreia Moassab e Patrícia Anahory não passam de infantilidades que tocam o racismo”, conclui.

por: asemana

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