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Tito Paris inaugura Casa da Morna no Mindelo


Com um cartaz de luxo é inaugurada na próxima quarta-feira a Casa da Morna do Mindelo, montada à imagem e semelhança da bem sucedida ‘casa-mãe’ que, até há bem pouco tempo, marcou o roteiro cultural das noites lisboetas. Este espaço de homenagem à cultura cabo-verdiana, mesmo antes de abrir as portas, já conquistou o coração dos mindelenses.

 

“Vamos abrir com chave-d’-ouro. Durante o mês de Agosto teremos grandes nomes todas as semanas, de quinta a domingo, no palco da Casa da Morna”, promete Tito Paris, anunciando para os próximos dias espectáculos de Mirri Lobo, Jorge Sousa, Titina, Bau, Dudú Araújo e dele próprio, o mentor da casa.

Outros artistas como Dina Medina, Grace Évora, Morgadinho, Jennifer Soledad, Bau e Kiki Lima marcaram presença durante a ante-estreia que aconteceu há dias, para abençoar e desejar longos anos de vida à Casa da Morna do Mindelo. Um lugar que respira cultura cabo-verdiana.

Quem chega é recebido pela letra de ‘Noite de Mindelo’, morna de B.Leza, reproduzida na parede do hall na língua original, o crioulo. Ao lado, a tradução para português, francês e inglês. Porque a música de Cabo Verde rompeu há muito fronteiras geográficas e linguísticas.

O fundo do palco, pintado a vermelho, é dominado por Tito Paris com a sua imagem de marca: boina, suspensórios e o companheiro violão. Uma fotografia de Cize a preto e branco completa a decoração, como se a eterna rainha da morna derramasse a sua bênção sobre todos que por lá passam.

Cada cadeira carrega o nome de um artista cabo-verdiano. Kaká Barbosa, Diva Barros, Sara Tavares, Norberto Tavares, Frank Mimita, Dany Mariano, Nando Cruz, René Cabral, Gutty Duarte, Paulino Vieira, Hernani Almeida, Bibinha Cabral e tantos outros. Mas “ainda há cadeiras livres para prestarmos mais homenagens”, garante Day Paris, filho de Tito e um dos responsáveis pelo cartaz cultural da casa.

A ideia, explica Day Paris, é valorizar poetas, compositores e intérpretes da morna, bem como artistas de outros géneros e de várias gerações. Por isso também estão gravados nas cadeiras os nomes de Gil Semedo, Djodje, Zeca de Nha Reinalda, Boss AC. Mas como a Casa da Morna é também ela uma grande homenagem a Mindelo, locais e figuras emblemáticas da Cidade–Porto não podiam faltar: Kiki Lima, Praia de Bôte, ‘Prêt ê mi’, Pedro Comparaçon, Cmê Deus, Luís Cabêl, Cacói.

“A homenagem será extensiva ao palco. Teremos noites especiais, para os artistas cantarem Manuel d’Novas, Ildo Lobo, Cesária Évora, Bana, só para citar alguns”, adianta Day Paris, que na ausência do pai será o director musical de uma casa que em boa hora abre as portas à cidade do Mindelo.

“A Casa da Morna em Lisboa, que acabou por encerrar, foi durante vários anos uma referência cultural na capital portuguesa. Os nossos clientes sentiam-se em casa e parte da mesma família. Queremos manter esta imagem aqui e angariar o mesmo carinho. Por isso temos connosco uma equipa multifacetada e vamos praticar preços acessíveis para que a nossa porta esteja sempre aberta para todos”, augura Day Paris.

fonte: asemanaClaridalia

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