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VL: Bana foi colaborador da PIDE e deu uma festa para comemorar o assassinato de Amílcar Cabral.

Eternamente Amilcar CabralVieira Lopes acusa: Bana foi colaborador da PIDE e deu uma festa para comemorar o assassinato de Amílcar Cabral

Num artigo de opinião publicado no ASemana o advogado Vieira Lopes acusa o falecido cantor Bana de ter sido colaborador da PIDE e de ter dado uma festa para comemorar o assassinato de Amílcar Cabral. “Em Fevereiro de 1973, no Mindelo, na Ilha de S. Vicente, poucas semanas após a notícia da morte de Amílcar Cabral, os cabo-verdianos ainda sofridos com a trágica notícia e acabrunhados, foram violentados e escandalizados pelo descaramento de rejúbilo do Sr. Bana a convidar pessoas para uma festa por ele promovido “para festejar a morte de Amílcar Cabral” – escreve Vieira Lopes, fazendo depois referência à colaboração de Bana com a polícia política salazarista, PIDE: “O mesmo Sr. Bana, colaborador da Pide/DGS que, de passagem por Lisboa no regresso a Cabo Verde, teria causado a prisão do artista seu companheiro (na digressão pidesco-musical aos EUA) e de outros cabo-verdianos pela Pide/DGS se não fosse a enérgica intervenção do nosso Ilustre Conterrâneo Senhor Jorge Pedro Barbosa que, rispidamente, o advertiu de que se as prisões acontecessem ele, JP Barbosa, accionaria a Justiça dos EUA contra o Sr. Bana, contra o Estado Português e contra a Pide/DGS pelos factos, ocorridos no território dos EUA.”

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O advogado afirma que Bana esteve ao serviço da PIDE e do regime colonial no apoio moral à tropa portuguesa, nomeadamente em Angola: “o Sr. Bana ia a Angola cantar, para dar apoio e conforto namatança dos angolanos que lutavam pelo nobre ideal e Direito Fundamental da plena Independência de Angola.

A finalizar o artigo, Vieira Lopes insurge-se contra o Governo por este ter decretado dois dias de luto nacional pela morte de Bana. “Que raio de desqualificado “luto nacional”, de verdadeiro descalabro e total vergonha nacional é este, pelo passamento do que foi um execrável bufão da Pide/DGS, festejador da morte de Amílcar Cabral e cantor-animador das “valorosas Forças Armadas Portuguesas” (sic), para matarem mais guineenses e mais angolanos que, reconhecidos e legitimados pelo Direito Internacional, lutavam contra a obstinada e sanguinária teimosia portuguesa em manter, contra o tempo e contra todos, o obsoleto e atrasado Colonial-Fascismo Português?“

Vieira Lopes vem com este artigo colocar o dedo numa ferida que muitos consideravam sarada ou que o tempo tinha feito esquecer que existiu. O dossier dos cabo-verdianos que colaboraram com a PIDE é um terreno pantanoso e secreto que, hoje, se confunde com a fantasia ou os desejos de acertos de contas tardio com a história. O certo que é Bana logo a seguir à independência foi acusado de pertencer à PIDE e só não foi encaminhado para o campo de concertação do Tarrafal, juntamente com outros colaboradores da polícia politica porque o Comandante das Forças Armadas Portuguesas pediu aos “homens do PAIGC para que Bana ficasse sob o seu cuidado devido à sua condição de cantor”. Tudo indica que Bana não chegou a estar preso nem em Cabo Verde, nem em Portugal para onde foi levado. Não se conhecem mais pormenores dessa história.

Bana e o conjunto a Voz de Cabo Verde cantaram e actuaram em Cabo Verde, no Mindelo (Eden Park) e na Praia, em 1982, depois – é certo – de vários anos de ausência. Depois disso, e antes da abertura política também, ele fixou-se em Sao Vicente onde chegou a adquirir e a gerir o Katem. Depois disso vai para Portugal regressa depois da abertura política com o apoio de Onésimo Silveira , presidente da CMSV . Mas ,mais uma vez regressa a Lisboa

 

fonte: noticiasdonorte.publ.cv

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