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PR Fonseca: puxa a orelha a televisão?


rtcDepois de uns quantos telefonemas e sms, recebo há pouco email de um outro amigo, muito indignado, porque também teria visto e ouvido na televisão pública, durante o noticiário, um resumo da semana, em que se falava da morte de BANA, «… se falava em homenagens deste e daquele, em que se ouviam declarações de muita gente, aparecia imagem de todo o mundo em Lisboa, mas nikles sobre o Chefe de Estado que dirigiu uma delegação da nação e do Estado de Cabo Verde, fez o elogio fúnebre na igreja, entregou a bandeira nacional no fim das exéquias à viúva, e nem uma referência, nem uma imagem, nem som, nem texto, nem imagem».

bana01_15_07_2013

No fim, perguntava-me, no meio de algumas palavras mais fortes e excitadas, quase me exigia que «desta vez« tomasse alguma medida e «puxa a orelha a quem de direito, porque não pode ser assim, é um abuso constante, a

age sempre assim com o nosso Presidente e acho que não está conforme». E sentenciava que as televisões estrangeiras noticiavam e os nossos faziam o que o amigo considerava «uma pouca vergonha». «Se for necessário, põe o meu nome porque não tenho medo de nada nem de ninguém, ou então isto não e uma democracia?»

 

Li, esbocei um sorriso, e acabei por responder ao nosso amigo enervado e transtornado, que, em tempos, me dizia que os «teus jornais são o povo». Em resumo disse-lhe: que não ia «puxar a orelha a ninguém», nem ia reclamar, pois não tinha sentido, nem era adequado fazê-lo, pois um Presidente da República não se queixa, age; que isso não seria propriamente surpresa; quem sabe se tratava de «critérios jornalísticos», que nós, leigos desconhecemos ou não captamos; que estas coisas não se resolvem com nervosismo e dramatizando; mas que seguramente, e como sempre, iria continuar a trabalhar, a lutar, com todas as minhas forças, com os meios e poderes que tenho, e pelas formas mais inteligentes e eficientes, para aprofundar as liberdades, modernizar o estado de direito e construir uma democracia avançada no nosso país. De facto, esta não pode ser edificada sem liberdade de imprensa alargada, autêntica e incondicionada.

Enfatizei, a final, para tranquilizar o meu amigo que não tivesse dúvidas nenhumas sobre minhas convicções e determinação em fazer o que lhe acabava de dizer.

 

por Presidente Jorge Carlos Fonseca via Facebook

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