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Carlos Veiga solidário com advogados que recusam ser revistados


Carlos Veiga mostrou-se na manhã desta sexta-feira, 12, solidário com os advogados de defesa que recusaram ser revistados no julgamento do processo Lancha Voadora. Veiga diz também que não aceitaria essa medida em circunstância alguma e abandonaria o patrocínio se fosse sujeito a um pente fino à entrada do Tribunal.

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“Estou solidário com os da minha classe. Está-se a tentar minimizar o papel dos advogados. Não é bom para Cabo Verde que se tente dar a ideia de fazer um julgamento sem que os arguidos, sejam eles quem for, sem defesa efectiva”, comenta Carlos Veiga, também ele advogado, dizendo que hoje a tecnologia dá soluções para as revistas e que há normas constitucionais e legais para regular e dizer quem pode ser revistado.

“A revista é completamente ilegal e inconstitucional. Viola os direitos de defesa e, sobretudo as garantias que a Constituição da República dá a um advogado. Somos colaboradores da justiça, em pé de igualdade com os Juízes e o Ministério Público. Sem esse tripé não há justiça democrática e se se procure eliminar um dos pés, estamos a pôr em causa a justiça”, contesta Veiga, entendendo que recusar o patrocínio oficioso foi a decisão correcta dos causídicos.

Também a Ordem dos Advogados de Cabo Verde, em nota do Conselho Superior, contestou a medica, considerando “ridículos, injustificados e ostensivamente desproporcionados” os motivos invocados pelo Ministério Público.

Recorde-se que os advogados de Defesa dos arguidos no caso Lancha Voadora negaram entrar no Tribunal na quinta-feira para dar continuidade às audições do processo. Tudo porque o Ministério Publico mandou que se fizesse uma revista aos defensores, por suspeitas de estarem a gravar os depoimentos das testemunhas.

-fonte: asemana

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