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A FORÇA DO PODER: COSTRUÇÃO OU DESTRUIÇÃO DA PRAIA DA LAGINHA?

A FORÇA DO PODER: COSTRUÇÃO OU DESTRUIÇÃO DA PRAIA DA LAGINHA?A construção ou destruição da Praia da Laginha em S.Vicente, segundo consta, uma obra do Governo de Cabo Verde, foi uma informação alertada na página de facebook do cidadão Carlos Jorge Wahnon, que quis dar a aconhecer ao mundo sobre esta obra.

pedro chantre-sm

-Artigo de Opinião por Pedro Chantre.

As pessoas não se manifestam? O governo não podia encontrar uma via alternativa? Que explicação deu? A Câmara Municipal não diz nada? O que é feito dos deputados da Nação por S.Vicente (Poder e Oposição)? O Presidente da República não tem voz?
É preciso agir e esta é a hora certa. O Governo é feito por pessoas e, certamente, os responsáveis directos por esta obra na NOSSA LAGINHA não são ou gostam de S.Vicente. Para além de poder constituir uma ATROCIDADE esta obra toca no CORAÇÃO DE MINDELO

Onde estão os Políticos, Camaradas & Cia. que dizem ter “Amor por S.Vicente”?
É para se aprender que NUNCA se deve passar um “cheque em branco” na política.

Já está na altura de surgir um Movimento Independente para defender S.Vicente, um grupo de Acção, SEM PARTIDO, com peso, para fazer Pactos Sociais em defesa da ilha.
Penso que o próximo passo dos mindelenses é fazer uma petição – SEM COR E CHEIRO POLÍTICO-PARTIDÁRIA – para que, o quanto antes, a Assembleia possa aprovar o Instrumento que permita incluir, nas próximas eleições gerais e municipais, nos boletins de votos, o REFERENDO. Este poderá ser mais um instrumento para dar força ao POVO.

Laginha em Mindelo

Passado mais de 20 anos após as eleições pluripartidárias, os deputados foram incapazes de conseguir acertar esta falha. Porque será? A constituição da República é clara neste assunto. Será que o REFERENDO irá ficar apenas no papel?
Tendo em conta esta falta, veio a mente uma afirmação que li antes, não me lembro onde, sobre “A Sede do Poder em Cabo Verde”, que dizia que “em Cabo Verde a maioria das pessoas entram na politica para ganhar posição e dinheiro e, em países verdadeiramente democráticos, a maioria das pessoas entram na politica “feitas” da vida”.
Seguido desta “SEDE DO PODER” sempre surge a “FORÇA DO PODER”.
“No cordá, nhas gente! No Cordá!!!”.
Como uma coisa puxa a outra, lembro-me da manifestação em S.Vicente, em 1991, logo após as eleições democráticas em Cabo Verde, contra a centralização no desporto (em que todas as finais das competições desportivas eram realizadas na capital).
Penso que foi um sinal de viragem. É verdade que não se pode esperar resultados de imediato mas, não é por isso que devemos parar de fazer pressão.
Na altura, mal o MpD tinha ganho as eleições, com maioria qualificada, era impensável tomar aquela atitude mas, mais jovens, não pensamos duas vezes porque entendemos que a democracia era e é isso. Manifestar de forma cívica o que está errado e não pactuar com o abuso do poder.

Passado algum tempo, até começaram a surgir reuniões de Conselhos de Ministros descentralizados. Ainda recentemente voltou a acontecer mais um Conselho de Ministros em S.Vicente. O que pretendem com isso? Será mais uma acção cosmética?
Não se pode esquecer que políticos têm duas tácticas: “jogar com o tempo e assediar as pessoas”.
Agora digo: “Por Amor a S.Vicente, Vamos agir!!!”

 

 

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