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Liga dos Direitos Humanos diz que Guiné-Bissau caminha para abismo


A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) disse hoje que a Guiné-Bissau caminha para o abismo sem que as autoridades de transição façam algo para mudar o cenário.

Em comunicado, a que a agência Lusa teve acesso, a Liga relata factos ocorridos nos últimos dias no país, nomeadamente o espancamento, por militares, do ex-Procurador-Geral da República, Edmundo Mendes e do ex-administrador da região de Gabu, José Carlos Monteiro.

“A Liga Guineense dos Direitos Humanos regista com enorme apreensão os atos de violência reiterada que têm sido perpetrados pelos indivíduos afetos às Forças de Defesa e Segurança, em particular após aos incidentes de 21 de Outubro de 2012”, lê-se no comunicado.

“Por motivos injustificáveis num estado de direito e democrático, o cidadão Edmundo Mendes, ex-Procurador-Geral da República, anunciou publicamente a perseguição e agressão física de que foi vitima no dia 22 de Dezembro de 2012, supostamente por elementos das Forças de Defesa e Segurança”, acrescenta o documento da Liga.

A organização de defesa dos direitos humanos aponta ainda o espancamento do ex-administrador da região de Gabu, José Carlos Monteiro, que estaria nos cuidados intensivos do hospital Simão Mendes, em Bissau, como outro elemento demonstrativo do clima de intimidação contra os cidadãos guineenses.

“Estes atos tristes e hediondos, além de serem inadmissíveis a todos os níveis, evidencia o perigo que as Forças de Defesa e Segurança representam para os cidadãos e para a subsistência do próprio Estado de direito e democrático”, sublinha a Liga.

A organização estranha o silêncio das autoridades de transição “face às violações sistemáticas” dos direitos humanos nos últimos tempos e lamenta “a manifesta incapacidade do Ecomib para evitar as violações dos direitos humanos durante o período de transição” em curso no país desde o golpe de Estado de 12 de abril.

O Ecomib é uma força de alerta composta por mais de 600 soldados oriundos de alguns países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A Liga “responsabiliza a CEDEAO e as autoridades de transição pelo abismo para qual estão a mergulhar o país”, exorta a comunidade internacional a tomar medidas adequadas que tragam uma solução duradoura e que acabem com as crises políticas que redundam em violações sistemáticas dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

fonte: A Nação

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