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Direcção-Geral do Ambiente quer parceiros capacitados a nível das áreas protegidas

A Direcção-Geral do Ambiente (DGA) encontra-se reunida na Cidade da Praia com diversos parceiros num encontro que visa o reforço das capacidades institucionais na questão da gestão das áreas protegidas.
Além de técnicos das áreas do Ambiente, participam neste encontro representantes da Polícia Nacional e da Rede de Parlamentares para o Ambiente, presenças enaltecidas pelo director-geral do Ambiente, Moisés Borges, por representar o início de uma “nova largada” no reforço da parceria a nível ambiental.

Cabo Verde, fez saber Moisés Borges, dispõe de uma rede de 47 áreas protegidas em seis categorias diferentes, criada através do decreto-lei nº 3/2003 de Fevereiro, que estabelece o regime de áreas protegidas.

Entretanto, das 47 áreas protegidas, apenas três possuem um plano de gestão, quais sejam o Parque Natural do Monte Gordo em São Nicolau, o Parque Natural de Serra Malagueta e o Parque Natural do Fogo.

Daí que, neste encontro consta a apresentação, por um consultor da Guiné-Bissau, da experiência daquele país no âmbito da criação de um organismo autónomo para as áreas protegidas, experiência que está em fase de implementação no arquipélago.

Em Cabo Verde, indicou a técnica da DGA, Lisa Lima, apenas 2,5 por cento (%) da superfície terrestre está protegida, constando entre as acções prioritárias neste sentido a criação de um organismo autónomo de gestão de áreas protegidas, a implementação de uma estratégia nacional, a identificação de mecanismos alternativos de financiamento e a revisão da legislação.

Lisa Lima aproveitou para lembrar que o Programa de Trabalho para as Áreas Protegidas da Convenção sobre a Diversidade Biológica, adoptado em 2005, visa a implementação e o bom funcionamento de sistemas de áreas protegidas nacionais e regionais, de modo a que sejam bem geridas e ecologicamente representativos.

O novo Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020, adoptado na décima Conferência das Partes (COP-10), em Nagoya, estipula que pelo menos 17% da superfície terrestre e pelo menos 10% de áreas protegidas costeiras e marinhas deverão ser protegidas.

1-11-2012, 14:44:55
Fonte: Inforpress/ExpressodasIlhas

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