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Miss TACV 2012 é uma portuguesa que vive em Venezuela


Editorial – Como Cabo-verdiana aprecio e agradeço os TACV por ter emitido um comunicado de esclarecimento sobre a escolha de Elisabete Rodrigues como MISS TACV no dia 13 de Julho na Cidade da Praia. Entretanto, não posso deixar de questionar a contradição e duvida (ver sublinhado) que o mesmo deixa com a noticia do evento publicada no dia 14 de Julho por alguns órgãos de comunicação social que afirmam o seguinte e que o diz o comunicado em contrapartida:
“Chama-se Elisabete Rodrigues, vive na Venezuela, e foi escolhida ente as 30 candidatas a Miss República Portuguesa para representar a Transportadora Aérea Nacional de Cabo Verde (TACV) em campanhas de publicidade e promoção da nossa companhia de bandeira, durante um ano” que a meu ver tem sinais de um contracto e entretanto o comunicado informa aos Cabo-verdianos que “a candidata vencedora poderá funcionar como uma embaixadora honorária da TACV”, a candidata poderá aparecer “em acções pontuais a realizar no seu país de origem, a Venezuela, ou em outros países, visando a promoção de Cabo Verde como destino turístico, poderá igualmente figurar em campanhas publicitárias e acções promocionais genéricas…”

Por concordar plenamente com o conteúdo específico do comunicado que refere que os TACV pertence ao Estado e pertence a todos os Cabo-verdianos gostaria que ficasse claro duma vez por todas qual e a verdadeira intenção dos TACV, será que a recem escolhida “MISS TACV” foi seleccionada para representar ou poderá representar? Qualquer que seja a resposta não concordo com nenhuma das hipóteses por razões de puro patriotismo e por acreditar que temos mulheres aptas para ou que poderão representar a nossa companhia aérea.

Gostaria de saber se houve assinatura de qualquer documento entre as partes e se sim como e que os TACV tenciona lidar com a situação? Será que já ponderaram sobre as consequências de uma promessa/compromisso (para não usar o termo contracto) público e o não-cumprimento do mesmo? De igual modo gostaria também que me explicassem quais os custos ou potenciais custos que teremos ou poderemos a vir ter (já que a companhia nos pertence) com a “embaixadora honorária” dos TACV?

Sabendo que os Cabo-verdianos já manifestaram o seu descontentamento e sentem-se insultados com a decisão da nossa companhia aérea espero que os TACV venha a tomar uma posição firme que ira de encontro com a vontade dos cidadãos de Cabo Verde, em ver uma cara Cabo-verdiana representando os TACV. Temos orgulho em ter as nossas CRIOLAS/CRIOLOS como nossos representantes.

 

-NobidadeTV staff

 

foto: sapo

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