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Teté Alhinho e Zeca di Nha Reinalda na festa do 18º Aniversário da Neves Travel


Nobidade TV’s video productions of Teté Alhinho e Zeca di Nha Reinalda na festa do 18º Aniversário da Neves Travel. Edited by Protown productions

Por VisaoNews.com

Os músicos Teté Alhinho e Zeca d Nha Reinalda já se encontram nos Estados Unidos onde vão abrilhantar, neste sábado, a celebração do 18º aniversário da Agência Neves Travel.

A festa de gala terá como palco as instalações Skyroom, na cidade de New Bedford.

Apesar de representarem estilos diferentes, não é a primeira vez que esses dois artistas, residentes em Cabo Verde, partilham o mesmo palco. Há pouco tempo, na cidade da Praia, fizeram um dueto com a canção Fome de 47, popularizada por Zeca e o conjunto Bulimundo. Teté Alhinho, em conversa com Visaonews, manifestou o desejo de repetir a experiência neste sábado, 24 de Outubro.

Alhinho promete, neste seu primeiro encontro com a comunidade cabo-verdiana radicada em Nova Inglaterra, apresentar um reportório com temas do seu mais recente disco que está a promover, além de incluir canções de discos anteriores, sem esquecer Dia cTchuva bem.

Por sua vez, Zeca di Nha Reinalda, diz que a experiência lhe tem demonstrado que as pessoas que acodem aos seus espectáculos preferem escutar os clássicos da década de 1980/90 como Nha Mudger, Nka por si, E duedo, para citar alguns.

Zeca, que gravou pela primeira vez há 29 anos, acha que continua igual a si próprio. É claro que acompanho a evolução e aprendi muito durante todo esse tempo. Trabalho muito para não decepcionar meus fãs, afirmou em entrevista a Visaonews.

O embaixador do funaná sublinha que actualmente os artistas estão privilegiando os shows para fazer face à decadência do mercado de venda de CDs após a popularização dos sistemas de cópias de músicas com o desenvolvimento dos computadores.

Os 18 anos da Neves Travel

Segundo o proprietário, Tony Neves, a empresa nasceu com o objectivo de promover Cabo Verde como destino turístico, e acabou por se transformar numa produtora de ideias e soluções no campo de viagens e turismo. No inter-relacionamento com a comunidade, me apercebi que existia um grande número de descendentes de cabo-verdianos que nunca tinham visitado Cabo Verde devido a preconceitos e desinformação em relação às nossas ilhas, explicou Tony Neves.

Na altura, era preciso reencontrar novos caminhos para chegar ao país e evitar as tarifas elevadas via Portugal, e porque os TACV tinham suspendido a primeira fase de voos directos para Boston, acrescentou.

Neves ainda tentou explorar voos charters de Air Afrique provocando escalas na ilha do Sal, na rota para o Senegal. Aqui surgiu mais um problema: a qualidade do serviço nos aeroportos de Dakar e Praia não ajudaram; tratei um charter Providence/Sal com a companhia portuguesa Air Columbus, tampouco resultou… até que apareceu a South Africa Airlines com a qual acabei por estabelecer um excelente contrato que não me limitava o número de passagens que podia vender por voo.

Com a redução dos voos da SAA, ainda tentamos soluções via Madrid, sempre em busca de vias mais económicas e seguras de chegar às nossas ilhas, conta o nosso entrevistado.

Neste período, a Neves Travel também vendeu outros destinos dentro e fora dos EUA. A empresa organizou caravanas desportivas para intercâmbios com as comunidades crioulas na Holanda, França, Luxemburgo e Cabo Verde, levou artistas para espectáculos em Angola, Portugal, Holanda e festivais nas diferentes ilhas do arquipélago.

Cultura e Viagens

À marca Neves Travel, Tony Neves associou a cultura com iniciativas na descoberta de talentos, promoção de artistas e distribuição de discos. Começou com o álbum Pai e filhos, e seguiram-se Jacqueline Fortes, Djosinha, Zé Rui De Pina, John Neves, Belinda, Cecílio Nunes and New Energy, entre outros.

Se bem o lançamento de obras musicais tem sido um dos pilares do sistema de promoção da Neves Travel, o alastramento da pirataria de discos tem desmotivado o investimento nessa área. A este respeito, Tony Neves afirma que a distribuição inflaciona de alguma forma o índice de vendas e cria suspeição entre dois importantes parceiros: o produtor e o autor das obras. Vou dar um exemplo: anos atrás coloquei no mercado o segundo disco da Belinda e chegou-me a informação que o CD estava no Top Ten dos discos mais tocados e vendidos em Angola. Só que ainda nem sequer eu tinha enviado um único disco da Belinda a Angola. Alguém me antecipou, fez a sua própria produção e roubou os direitos e os benefícios de uma obra artística. Isto tem que parar, diz Tony Neves.

Apesar destes inconvenientes, Neves não se desmoraliza. Ele pensa que não há problema que não tenha solução e em lugar de se perder em lamentações, investe energias na busca de soluções. Por isso, continua a produzir artistas, a descobrir talentos, a organizar espectáculos tanto em salões como em barcos cruzeiros.

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