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Cerca de 300 alambiques existentes no país estão a ser encerrados no âmbito da Lei do Grogue

[02 Ago 2017 Economia] O processo de selagem arrancou ontem e marca o período de defeso que decorre até 01 de Janeiro, o que significa que os fabricantes do grogue não poderão produzir durante os próximos cinco meses.

 

A iniciativa é levada a cabo, há três anos, pela IGAE, e visa dar tempo para que a cana ganhe maior teor de açúcar e deste modo se possa melhorar a qualidade do grogue produzido no país.

Santa Catarina, Ribeira Grande de Santiago, e Santo Antão são os pontos de maior produção de grogue onde as equipas da IGAE já estão no terreno para proceder à selagem dos alambiques. O processo, segundo o inspetor-geral das Atividades Económicas, Elisângelo Monteiro, decorre na normalidade e já foram detetadas algumas infrações.

Além da colocação do selo, diz Elisângelo Monteiro, será feita a quantificação das produções efetuadas durante o ano. Em todas as ilhas do país, garante o inspetor da IGAE, que o controlo dos alambiques vai ser feito de forma rigorosa através de uma rede de fiscalização criada em parceria com os municípios e a polícia nacional.

Durante o período de proibição da produção do grogue ou da aguardente de cana-de-açucar, a IGAE promete disciplina e cumprimento da lei por parte dos produtores com os quais diz ter trabalhado na vertente de sensibilização.

Aos fabricantes do grogue que estiverem agora a produzir, a IGAE informa que estão a incorrer no processo de contra ordenação que pode levar à aplicação de uma multa e apreensão do produto.

O encerramento dos alambiques decorre desde ontem até 31 de Agosto, mas a IGAE prevê terminar o processo antes do tempo estipulado.

MCSA – RCV

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