Home / News / JMN: I was astonished when I heard that the Government would unilaterally exempt Europeans from entry visas in Cape Verde.

JMN: I was astonished when I heard that the Government would unilaterally exempt Europeans from entry visas in Cape Verde.


I was astonished when I heard that the Government would unilaterally exempt Europeans from entry visas in Cape Verde.

 

Prisms: Visa Waiver

With the European authorities and the network of personalities, universities, political parties, parliamentarians and civil society organizations, we started the discussion of the Cape Verde-European Union Special Partnership, the central idea was to go beyond the limits of aid and reach a new level of relationship based on a true partnership and a win-win perspective.

For me it was initially very clear that the Partnership would only make sense if Cape Verde was properly anchored in ECOWAS. In fact, the geostrategic importance of Cape Verde goes through its active insertion in the West African region. This is the cornerstone of our relationship with Europe and the World.

I was astonished when I heard that the Government would unilaterally exempt Europeans from entry visas in Cape Verde. In my humble opinion, this is an absurd measure, which makes no sense. Neither the Europeans, if caught by surprise, will understand this measure.
Mobility of people between Cape Verde and the European Union should be framed within the Partnership for Mobility, which was being built on the basis of the Special Partnership. The aim was to enable businessmen, writers, musicians, journalists, etc. to have visas facilities and gradually extend the same facilities to other segments of society until, in the long term, free movement is achieved, with mutual gains for Europe and Cape Verde , because it is a Partnership.
Cape Verde should also be working on other partnerships, notably with the United States and *Mercosur.

Unless there is a better opinion, it makes no sense to unilaterally exempt visas from the citizens of the European Union. Neither the European friends of Cape Verde will understand this, nor the Cape Verdeans, who go through enormous hardships to obtain a visa for any European country.
On the other hand, we can not ignore a very important source of revenue, it can be over 20 million euros a year, and it increases as the number of tourists increases, and then go asking for European budget aid or debt forgiveness.
Measures of this nature require careful consideration and broad consensus among political parties and between political society and civil society.
Jose Maria Pereira Neves
via facebook
translated from Portuguese (see original below)
*Mercosur or Mercosul (Spanish: Mercado Común del Sur, Portuguese: Mercado Comum do Sul, Guarani: Ñemby Ñemuha, Southern Common Market) is a sub-regional bloc. Its full members are Argentina, Brazil, Paraguay, Uruguay and Venezuela (which was suspended on December 1, 2016).

Prismas:  Isenção de Vistos

Quando com as autoridades europeias e a rede de personalidades, universidades, partidos políticos, parlamentares e organizações da sociedade civil iniciamos a discussão da Parceria Especial Cabo Verde-União Europeia, a ideia central foi ultrapassar os limites da ajuda e galgar um novo patamar de relacionamento estribado numa verdadeira parceria e numa perspectiva win-win.

Para mim ficou muito claro, desde a hora zero, que a Parceria só faria sentido se Cabo Verde estivesse devidamente ancorado na CEDEAO. Aliás, a importância geoestratégica de Cabo Verde passa pela sua inserção ativa na região oeste africana. Esta é a pedra basilar do nosso relacionamento com a Europa e o Mundo.

Fiquei, pois, estupefacto quando ouvi que o Governo vai isentar unilateralmente os europeus de visto de entrada em Cabo Verde. Na minha humilde opinião, trata-se de uma medida absurda, que não faz nenhum sentido. Nem os Europeus, eventualmente apanhados de surpresa, entenderão esta medida.

A mobilidade de pessoas entre Cabo Verde e a União Europeia deve-se enquadrar na Parceria para a Mobilidade, que vinha sendo construída, com base na Parceria Especial. O objetivo era conseguir que empresários, escritores, músicos, jornalistas, etc tivessem facilidades de vistos e gradualmente ir alargando as mesmas facilidades a outros segmentos da sociedade até se atingir, a prazo, a livre circulação, com ganhos mútuos para a Europa e Cabo Verde, pois trata-se de uma Parceria.

Cabo Verde deveria, também, ir trabalhando outras parcerias, designadamente com os Estados Unidos e a Mercosul.

Salvo melhor opinião, não faz pois nenhum sentido a isenção unilateral de vistos aos cidadãos da União Europeia. Nem os amigos europeus de Cabo Verde vão entender tal medida, nem os cabo-verdianos, que passam por enormes agruras para conseguir um visto para qualquer país europeu.

Por outro lado, não podemos desprezar uma importantíssima fonte de receita, pode ser superior a 20 milhões de euros ano, e vai aumentando à medida que cresce o número de turistas, e depois ir pedir ajuda orçamental aos europeus ou perdão da dívida.

Medidas desta natureza requerem uma cuidada ponderação e um amplo consenso entre os partidos políticos e entre a sociedade política e a sociedade civil.

Jose Maria Pereira Neves

via Facebook

 

Facebook Comments
Download PDF
Google+
%d bloggers like this: