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P.A.I.C.V: o que importa hoje é reforçar o Partido


Camaradas e militantes do P.A.I.C.V

Fernando dos Reis Tavares

Na situação em que se se encontra o PAICV face à pesada derrota nas eleições passadas, exige e obriga os militantes a uma profunda reflexão.

O PAICV é herdeiro directo do PAIGC que era Força, Luz e Guia do Nosso Povo na Guiné e em Cabo Verde, respeitado e tratado com carinho e admiração, reconhecido nas Nações Unidas pela resolução de 13 de abril de 1972 por unanimidade. Resolução essa que impedia o Governo Português de falar nas Nações Unidas em nome do Povo de Cabo Verde e Guiné.

É uma herança grandiosa, para ser hoje tomada de ânimo leve, mas sim, com galhardia, responsabilidade, coragem e sobretudo com espírito de sacrifício e vontade de servir o Povo e o País.

Aos setenta e seis anos de idade, com todas as doenças da velhice, venho como tem sido no passado, não ficar calado perante o desespero em que vive o Partido e mostrar a minha opinião perante essa grave crise que abateu sobre o nosso Partido e deixar por escrito a minha preocupação.

Não é só a Presidente que perdeu as Eleições; mas sim, a Comissão Política, o Concelho Nacional, os Sectores e a Base, bem como os Deputados e o anterior Governo! Não deixou a nenhum dos intervenientes o direito de se alvorar em juiz nesse processo.

Agora, todos juntos e de mãos dadas, fazer parar a guerrilha que se instalou no seio do Partido, acusando mutuamente uns aos outros, apresentado soluções que não servem nem a um, nem a outro, porque o que importa hoje é reforçar o Partido, centrá-lo nos objetivos que estiveram na sua formação em 1956.

Cabe a todos neste momento:

  1. Fazer o recenseamento geral de todos os militantes;
  2. Recrutar novos aderentes;
  3. Fazer funcionar as estruturas próprias do partido;
  4. Criação de um veiculo de divulgação do partido;
  5. Dinamizar a presença do Partido na diáspora, que foi no passado a mola propulsora dos cabo-verdianos, que culminou com o 5 de Julho de 1975;

Depois de tudo disso e decorridos três anos, pensar no Congresso do Partido que vai eleger os novos dirigentes que enfrentarão o próximo ciclo eleitoral, à semelhança do que se fez nos anos noventa, que veio a culminar com a vitória nas eleições de 2001.

Para mim, essa é a forma mais digna de fazer com que o Partido volte aos tempos em que era adorado, aclamado em todas as esferas internacionais, para o bem da nossa Querida Pátria.

 

por Fernando dos Reis Tavares

“Velho Militante”

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