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Boa-vistenses saem à rua para exigir “postura de abordagem diferente” da Polícia Nacional


Boa-vistenses saem à rua para exigir “postura de abordagem diferente” da Polícia Nacional

Boa-Vista-manif

A população da Boa Vista manifestou-se no final da tarde de sexta-feira, 29, pelas ruas de Sal-Rei, para demonstrar “o descontentamento” face à acção da polícia, principalmente ao incidente do último fim-de-semana no estádio Arsénio Ramos.

Uma manifestação para “chamar a atenção das autoridades competentes”, uma vez que consideram que o incidente ocorrido no estádio Arsénio Ramos foi a “gota de água” para a manifestação que, segundo muitos, deveria ter acontecido há muito tempo.

No último fim-de-semana, agentes da polícia nacional tiveram que intervir para repor a ordem perante um distúrbio ocorrido no estádio Arsénio Ramos e três pessoas foram detidas e apresentadas ao tribunal. Dos três apenas um foi condenado a pagar uma multa.

Fase ao episódio de sábado passado, a comissão política concelhia do MpD emitiu um comunicado condenando a atitude dos agentes envolvidos no incidente e o deputado desse partido José luís Santo esteve presente na manifestação para, como disse, “mais uma vez” juntar a sua voz as das gentes da Boa Vista, reclamando uma “postura diferente de abordagem” da polícia na ilha.

Para o deputado do MpD, o que aconteceu foi “mais um caso” como tantos outros que tem acontecido nesta ilha, de “abusos de autoridade, abusos de poder, de gente mal formada” que veio para Boa Vista para “castigar os cidadãos”.

Frisou inda que, durante cerca de quatro dias tentou entrar em contacto com o comandante da polícia da Boa Vista para ouvir a versão das autoridades, mas foi-lhes negada esta oportunidade.

José luís Santos destaca a necessidade de se começar a trabalhar traços psicotécnicos de pessoas que devem ser munidas de armas e de cassetetes na vertente ordem pública e a segurança.

Na qualidade de deputado da Boa Vista, diz ter já solicitado ao Governo um “inquérito circunstanciado” dos acontecimentos para apurar responsabilidades, identificar os infractores e, se houver matéria criminal, penalizar os culpados.

Familiares das vítimas percorreram as principais ruas da cidade de Sal-Rei para mostrar que estão descontentes com a actuação da polícia na ilha da Boa Vista, isto porque, segundo alegam, houve “abuso de poder” e “uso de violência” por parte da polícia.

Filomena Almeida, uma das organizadoras da manifestação, espera chamar a atenção das pessoas porque os boa-vistenses, sustentou, “não querem violência e sim diálogo”, e pediu ao ministro o ministro de Administração Interna, Paulo Rocha, para visitar a ilha.

“Espero que a polícia mude o comportamento na ilha da Boa Vista”, lançou.

Inforpress / anacao

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