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OPINIÃO: MpD ENTRE A FRAGRÂNCIA DA DERROTA E O ESPECTRO DA FRAUDE-USA


MpD ENTRE A FRAGRÂNCIA DA DERROTA E O ESPECTRO DA FRAUDE-USA

Carlos Tavares

Carlos Tavares

ACUSAÇÕES CRIMINOSAS E INFUNDADAS AO CÔNSUL PEDRO GRACIANO

Os habituais peritos em profanações e quebra-santos, os useiros e vezeiros em usurparem propriedades privadas e os maldizentes que passam a vida a latir e a esconder da ressonância das ribeiras e dos cutelos surgem agora, com a conivência do seu pasquim de campanha, o arrítmico liberal, suportadas com as assinaturas do novo guardanapo e carrasco do MpD, o raquítico Miguel Monteiro, assistido pelo rabentola nos EUA Alberto Montrond, vomitando uma ladainha de acusações deprimente, leviana e infundadas, contra o Cônsul Geral de Cabo Verde, Pedro Graciano, acusando-o de estar a orquestrar fraude eleitoral nos EUA, com o único intuito de confundir a comunidade cabo-verdiana radicada nos EUA.

É verdade que dos ventoinhas se pode esperar tudo, para eles a ganância não tem limites. Cabo Verde não passa de um meio para atingirem o desejado. Para os mpdistas quanto mais atrozes são as infâmias forjadas e mais irresponsáveis são os malefícios produzidos, mais realizados se sintam. Essas distorções imaginosas vêm sempre da boca daqueles que os pesadelos do passado e o odor da derrota os fazem ver fantasmas. É que os resultados das sondagens de setembro veio agudizar tudo. O desespero aumentou e a pressão é tal ordem que para se aliviarem, encenam retalhos de um filme “dejá viu” como a fraude eleitoral e outras tiradas de balas secas que já devem estar a caminho. Essas acusações criminosas e infundadas ao Cônsul Pedro Graciano vai os ajudar a enlamearem-se cada vez mais nas suas próprias imundices que já habituaram os cabo-verdianos.

Não é novidade para ninguém que o líder do MpD USA, sempre viveu a reboque do seu condiscípulo Cândido Rodrigues, e que com a ausência de amparo deste, sente-se sem chão e envolto em desespero que o faz descarregar nos outros, todo o seu falhanço e a sua frustração. Cabe a comunidade cabo-verdiana levantar-se e protestar contra essa canalhice e não permitir que o diplomata Pedro Graciano seja atemorizado por essa escumalha.

 

“BURRO TA MORA NA LADERA”

É óbvio que fiquei estupefacto com mais esta vileza dos rabentolas mas nunca surpreendido. O que me entristece nessa invenção toda, é o método utilizado pelo MpD em usar os deputados, que tem a nobre missão de representar o povo que os elegeram, escudando-se na imunidade parlamentar como porta-vozes dessas imundices, sabendo que nunca irão sentar nos bancos dos réus por essa postura emporcalhada.

Essa investida embostelada vem dar razão a sabedoria popular que diz que “burro ta mora na ladera”. Digo isto porque, para mim é inconcebível que pessoas com altas funções partidárias faça uma figura destas. Será que o MpD desconhece a lei eleitoral?

Para ser franco, até ao momento em que gatafunhava este artigo, não apercebi em concreto, quais são os propósitos dos ventoinhas em tal praguejo! O processo de recenseamento vem decorrendo normalmente em todas as cidades e em estrito cumprimento da lei eleitoral. O processo em si é seguro e fiável, não dando flancos para manobras pérfidas como na década de noventa, que muita falcatrua e canalhices foram feitas. Talvez os nossos malfadados adversários estão-se a ver ao espelho e ver assombrações! Ou será que são frustrações por não conseguirem implementar algum plano ardilosamente arquitetado? Será que tinham em mente substituir nomes de falecidos, viajados, repatriados e enfermos nos cadernos, como outrora? Casos confessos pela famosa Nilza em 1997, no Mindelo.

 

O SISTEMA NÃO PERMITE QUALQUER INFORMAÇÃO ANÓMALA

Segundo consta, os rabentolas estão bramindo pelo facto do programa recusar alguns inscritos em definitivo. Mas, é preciso ter em conta que está recusa, vêm acontecendo de forma indiscriminada, tanto com os apoiantes do PAICV, como do MpD e da UCID. E que fazer barulho não resolve o problema, mas sim atrapalha. Como é possível existir tamanha desconfiança neste processo se no ato de recenseamento temos sempre presentes duas pessoas e indigitadas pelos dois maiores partidos políticos, sendo uma com a função de responsável pelos kits e outra pela fiscalização? Outrossim, o próprio sistema não permite qualquer informação anómala. Mesmo no caso de um dos responsáveis quererem introduzir qualquer dado à socapa, o outro estará sempre vigilante para impedir tal intento. O MpD precisa por de lado esses expedientes e deixar de desconfiar da sua própria sombra, na convicção que o rabentolismo já não colhe.

A fundamentação suportada pelo movimento ventoinha para acusar o Cônsul de tentativa de preparar fraude eleitoral, das duas uma, ou o MpD trata todos os cabo-verdianos por jumentos ou demonstram uma ignorância gritante das leis. Qualquer partido de boa índole, em vez de blasfemar, deve compenetrar a todos os seus apoiantes a trabalharem arduamente no sentido de ajudar o processo com o intento de recensear cada vez mais cabo-verdianos! Os mpdistas em vez de reivindicarem por reivindicar, deveriam ter iniciativas em ajudar a resolver essas situações e permitir que se recenseie cada vez mais pessoas de forma a contribuírem para que a democracia cabo-verdiana seja cada vez mais solida. Permitindo que no dia 20 de Março cada vez mais cabo-verdianos tenham o direito de participar no escolher do próximo governo de Cabo Verde.

Alaridos para quê? Só servem para atrapalhar. Será que o líder do MpD-USA não sabe que a lei eleitoral cabo-verdiana permite a qualquer cidadão cabo-verdiano recensear-se sem documento de forma condicional? E que a mesma dá ao recenseado um prazo de trinta dias para oficializar o seu recenseamento mediante apresentação de passaporte ou BI? O líder ventoinha não sabe que o fim do recenseamento é no dia 15 de Janeiro? Ou será que desconhece que depois do término do recenseamento, o eleitor tem trinta dias para consultar os cadernos e reclamar se for o caso? Muita apedeutismo para um chefe de esquadra. Mas, penso que a culpa não é totalmente sua, é o reflexo de toda a tropa!

Compreendo a aflição. Mas são nesses momentos que diferenciam-se os maus dos bons comandantes. É a consequência de serem paus mandados. Quando assim é, não se podem responder pelos seus atos. O grande problema do responsável dos rabentolas USA é o facto de ele ser uma caixa-de-ressonância. O seu procedimento foi-lhe imposto por uma emissária vindo de Cabo Verde, propositadamente para lhe instruir sobre como fazer fraude. Só que não percebo o porque do descompasso. Se a culpa é da mestre ou do discípulo. Estou em crer que a professora que também é deputada e formada em direito devia ser capaz de elucidar mais e melhor o próprio Presidente do MpD-USA, instruindo-lhe das suas reais funções enquanto chefe do rabentolismo, evitando-lhe fazer trapalhada entre as suas funções e as da CRE-USA.

DEVO ALERTAR AO LÍDER ALBERTO MONTROND

Neste particular devo alertar ao líder Alberto Montrond que a CRE-USA, não está aqui só por estar, mas sim para cumprir as atribuições que lhes são confiadas pelo Estado de Cabo Verde. Ela é constituída por pessoas idóneas, competentes, selecionadas e aprovadas pelo parlamento cabo-verdiano como estatui a lei. Aconselho ao Sr. Montrond caso tenha qualquer pergunta, dúvidas ou reclamação que o faça através do representante MpD na CRE-USA, e este por seu turno os coloca junto dos seus colegas da CRE. É que não fica bem e nem é de bom-tom, pela função que desempenhe nos rabentolas, atordoar o Presidente da CRE-USA sempre que lhe der na gana, com questões despropositadas. As representações partidárias são mecanismos criados para esse fim. É preciso respeitar e confiar nas estruturas e consequentemente quem ali trabalha em especial os vossos condiscípulos que foram escolhidos por vós para representar o vosso partido junto do CRE-USA.

Caso o ventoinha Alberto Montrond não conheça os membros da CRE-USA, não tenho dificuldades nenhumas em elucida-lo: O Cônsul Geral, Pedro Graciano Carvalho como presidente por inerência de função, os senhores Arlindo Gomes, José Quintino Duarte, Mário Semedo e Jovino Peres são os escolhidos e aprovados pelos grupos parlamentares do MpD e do PAICV respetivamente.

Rogo a Deus, que com esta elucidação o assunto fique clarificado e sanado. Porém, alerto ao líder MpD USA que caso continue a subsistir dúvidas predisponho continuar a elucida-lo de forma gratuita e presenteá-lo também com um exemplar do Código Eleitoral cabo-verdiano.

“ Ka nu dixa ignorância dominano”.

BOAS FESTAS

By Carlos Tavares -12/31/2015

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