Home / Blogs / Agnelo Montrond / BROCKTON: ANIMADORES FOGEM ÀS REGRAS DE JOGO DEMOCRÁTICO

BROCKTON: ANIMADORES FOGEM ÀS REGRAS DE JOGO DEMOCRÁTICO

O PAPEL DA MÍDIA CABO-VERDIANA EM BROCKTON

agnelo montrond-sm

Agnelo Montrond

No contexto social moderno, a mídia, seja ela televisão , cinema, rádio, revistas , jornais, internet, entre outras, deve afigurar-se como um elemento fundamental na formação e na formatação da opinião pública, através dos conteúdos que veicula, assumindo o seu papel de instrumento público e regulador social responsável para gerar comunicação e informação.

Compete à mídia informar a comunidade sobre todos os assuntos da atualidade: saúde, educação, política, segurança, cultura, desporto, entre mais. Ela deve operar   com base na ética e deontologia jornalística, pautando pela imparcialidade e transparência e nunca aliar-se ao poder circunstancial. Deve estar sempre em cima dos acontecimentos e apresentar informações completas. Nunca deve omitir, negligenciar, ou escamotear em função de interesses pessoais, ou de grupos privados, afirmando assim que está sempre do lado do cidadão, proporcionando-o a oportunidade para analisar e comparar a informação, tornando-o um cidadão consciente e crítico.

 

ANIMADORES FOGEM ÀS REGRAS DE JOGO DEMOCRÁTICO

Mas tais desideratos são reféns da forma como se faz a mídia e de quem a faz. E a questão que se coloca é a seguinte: como deve a mídia influenciar e informar a sociedade cabo-verdiana em Brockton?

A nossa mídia em Brockton deve assumir a responsabilidade social que lhe cabe e evitar desvirtuar o seu papel e a sua função e nunca ficar aquém das balizas estabelecidas para o seu bom desempenho, com isenção, rigor, relevância e sinceridade. Nunca deveria desvirtuar-se para desvirtuar uma comunidade inteira.

A democracia devia funcionar na comunicação social cabo-verdiana em Brockton, mormente a nível de alguns animadores de programas radiofónicos, que de forma ligeira e talvez insustentada, fogem às regras de jogo democrático, promovem, apoiam e fazem campanha para alguns candidatos, e não dão oportunidades aos outros candidatos que ficam lesados e sem a oportunidade para contactar os eleitores e explicar os seus planos, estratégias e visões.

Deviam distanciar-se e manter-se equidistantes enquanto formam e informam os eleitores sem manipular ou distorcer informações e sempre colocar os interesses maiores da comunidade acima de tudo e de todos.

UM EXCELENTE E PERFEITO EXEMPLO A SEGUIR

A postura acertada seria socializar e explicar de forma pedagógica e clara as plataformas eleitorais de todos os candidatos, sem dar indicação de voto aos eleitores nem estar nas frentes das campanhas de forma avulsa, potenciando-os e capacitando-os os para exercerem os seus direitos de voto de forma autónoma, livre, independente, informada, e consciente, no candidato que melhor dá garantia de defender os seus interesses, e resolver os problemas que o afectam, que afectam os seus familiares, amigos, vizinhos e a sua comunidade. Seria uma forma justa de conquistarmos mais respeito pela nossa comunicação social. O jornal «The Brockton Enterprise» é um excelente e perfeito exemplo a seguir: traz ao publico informações pertinentes relativas a todos os candidatos, e alguns dias que antecedem as eleições, endossa publicamente um candidato a mayor.

Os activistas e/ou pseudo activistas sociais cabo-verdianos, não os «fazedores da comunicação social», deviam negociar com os candidatos um pacote faseado que beneficia a comunidade cabo-verdiana e assim sustentar o apoio dos cabo-verdianos ao candidato que melhor o merece.

 

FALTA ÓRGÃO REGULADOR DA COMUNICAÇÃO SOCIAL NOS EUA

Está fazendo muita falta esse órgão regulador da comunicação social nos EUA, a CVAMA, Associação dos Mídias Cabo-verdianos-Americanos, uma organização  social sem fins lucrativos, apartidária e arreligiosa, cuja missão é coletivamente promover e suportar um sistema de informação sustentado no seio da Comunidade Cabo-verdiana Global, que zela pela  elevação moral e pelo cumprimento do código da ética jornalística, e aposta no empoderamento dos seus membros, proporcionando-lhes oportunidades contínuas de formação e desenvolvimento profissional.
Por Agnelo A Montrond, EUA

aamontrond@yahoo.com

 

Facebook Comments
Print Friendly, PDF & Email
Download PDF
Google+
%d bloggers like this: