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Opinião: “MPD”, AMNÉSIA OU ESQUIZOFRENIA!


Carlos Tavares

Carlos Tavares

Tenho acompanhado a par e passo as frustrações de alguns dirigentes ventoinha, que escolheram como terapia dos seus desencantos o Ministro Antero Veiga e como farmacopeia a tentativa de incendiar o povo de Cabo Verde contra este governante, tomando como tubo de escape as alucinações de sempre, sobre capa do hipotético desvio do fundos do ambiente.

 

Esta encenação é mais uma bomba de fumo do MpD com o propósito de conseguir algum aproveitamento político, visto que se aproximam as eleições e o Dr. Antero Veiga ser um dos possíveis candidatos à Câmara Municipal da Praia. Esta manobra pérfida dos rabentolas, é também uma tentativa de deitar poeira nos olhos dos cabo-verdianos a fim de desviar a atenção de muitos podres da administração autárquica do MpD, como são muitos os casos das Câmaras da Praia, capital do País e de Santa Catarina de Santiago.

 

Aliás, basta recorrer aos vários escritos do antigo Bastonário da Ordem dos Arquitetos, o Sr. Cipriano Fernandes do qual transcrevo alguns excertos, “… depois de sete anos de gestão do MpD, a desgraça do concelho e da cidade (Praia) está muito mais agravada. O concelho não sabe (ou se calhar, não quer) definir, num PDM responsável e visionário o que quer ser no futuro, e a gestão urbanística que se faz é extremamente incoerente, temerária, injusta e com sinais irrefutáveis de corrupção”.

 

Continuando, “…a solução do Ulisses para a praia se transformou, numa solução fatal de ácido sulfúrico. … ainda tive esperanças de que o Ulisses emendaria e melhoraria o seu registo em termos de transparência. Ledo engano… Dos finais de 2010 a esta parte a gestão urbanística que se tem praticado na Praia tem sido a mais corrupta de sempre”.

Portanto, não se consegue apreender o porque de tanta prosápia sobre o fundo do ambiente se até ao presente nenhuma instituição do estado com responsabilidades em apurar e julgar irregularidades caso houverem, como Tribunal de Contas e Procuradoria Geral da República, ainda não pronunciaram condenando ou ilibando. Na minha modéstia opinião só podemos falar em desvios, corrupção ou outra ilicitude qualquer, após este fundo ser auditada e condenada por autoridades idóneas. Apesar da minha insipiência na matéria, penso que a disponibilização de fundos do ambiente às associações comunitárias foram feitas em conformidade com a legislação existente. E para suster a sua perspicuidade, as contas já foram entregues no Tribunal de Contas para inspeção. Logo, aguardemos o veredicto.

 

Os ventoinhas devem ganhar consciência que o povo cabo-verdiano sentem-se agastados com esta tentativa de serem tratados como ignorantes e/ou insanos. Para reviver a memória do movimento rabentola, em especial os da diáspora, deixo aqui algumas trafulhices de outrora e que lesou e muito as nossas finanças públicas. Às vezes fico com impressão, que o MpD ao rever a sua atitude no reflexo do espelho ou a viver o pesadelo dos de 15 anos de travessia do deserto, imposta pelo povo de Cabo Verde pelo comportamento arrogante e de transgressão que teve enquanto governo, fica a ver blu e a disparar por tudo quanto é lado, menos para o alvo. “Ken ki tem rabu padja, ka ta salta foguera”.

 

Vejamos algumas de muitas cachopices deste movimento quando era poder:

 

  1. Ponte de S. Jorge dos Órgãos caiu diversas vezes devido a incompetência técnica;
  2. Cais da Ilha do Maio foi considerado inoperante por ignorar as recomendações do estudo de viabilidade que é o b a ba na execução e projeção de qualquer obra do tipo, que considerou o local escolhido inapropriado por questões de navegabilidade para a localização de um porto;
  3. O Aeroporto da Praia teve erros técnicos crasso na sua construção, obrigando o governo do PAICV a reconstruir de início, para não falar nos equívocos em termos de projeção;
  4. O paradeiro dos célebres dois milhões de dólares provenientes da privatização da ENACOL. O Ulisses era o responsável das finanças na altura. Há uma entrevista dada por ele, na altura, e publicada num jornal da nossa comunidade que, desavergonhadamente diz desconhecer do paradeiro do dinheiro;
  5. Saques feitos no Instituto Nacional de Previdência Social – INPS de mais de um milhão de contos!
  6. Cento e dois mil dólares em gastos pessoais pelo Embaixador “estrela” em Portugal;
  7. Mais de oito mil dólares pagos a dois técnicos portugueses pelo MCCS;
  8. 20 milhões perdidos num investimento fantasma feito em um Banco dos EUA;
  9. Volatilização de Setecentos mil contos oferecidos pela cooperação Austríaca e investidos na empresa agro pecuária de Justino Lopes em Santa Cruz;
  10. Subtração de trezentos mil contos na Câmara da Praia no reinado de Jacinto Santos;
  11. Cento e quarenta mil contos pagos a técnicos brasileiros em serviço de marketing político do MpD;
  12. Trinta e três mil contos pagos a empresa Carlos Veiga Lda para colocação de areia na Prainha;
  13. Quarenta e cinco mil contos utilizados no projeto “Ideia Certa”;
  14. Duzentos mil contos consumidos no projeto de produção e exportação de banana biológica em Santa Cruz e que teve como timoneiro o Sr. Virgílio Correia e Silva, nada mais, nada menos que pai do Ulisses Correia e Silva, pessoa que o indigitou para o cargo enquanto Ministro das Finanças;
  15. Privatização da Electra, e muito, muitos mais …

 

Por tudo isso, temos que ter cuidado com o MpD, porque “Quem faz” fará”. Para terminar queria recordar aos cabo-verdianos, que em finais da governação dos rabentolas, por uma simples crise de cereais deixaram de pagar os funcionários públicos, de transferir verbas para as embaixadas e bolseiros e de honrarem com as suas obrigações junto de credores internacionais, o que fez com que Cabo Verde seja colocado no ranking de países canzeiros. Compatrícios, por favor, procuremos o melhor, não retrocedemos.

 

A dívida de Cabo Verde em 2000, apesar de todos os dinheiros amealhado nas privatizações, era de cento e sete por cento, e neste momento, ela é de cento e quinze por cento. Mas, com uma diferença! No tempo da governação dos ventoinhas, todos desconhecem o destino dado a esse dinheiro, porquanto não deixou vestígios. A de agora, está em todos os cobons e ribeiras destas ilhas e a vista de todos. Com elas foram criadas bases sustentáveis para garantir uma economia robusta e permitir um crescimento sustentável.

 

Por isso, o povo de Cabo Verde vai ponderar e bem e voltar a entregar o país ao PAICV, um partido que deu provas de boa governação.

 

By Carlos Tavares

USA, Outubro 21 2015

 

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