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Basta, basta e basta da administração perniciosa do verdadeiro Boss dos TACV, Sr. ARIK DÊ.


 

 TACV É PROPRIEDADE PRIVADA DO DÉSPOTA ARIK DÊ E COMPAINHA OU É DO ESTADO DE CABO VERDE?

carlos-tavares-tacv-arrives-at-providenceBasta, basta e basta da administração perniciosa do verdadeiro Boss dos TACV, Sr. ARIK DÊ.

Quem me conhece, sabe muito bem que tenho sido um defensor acérrimo da nossa companhia de bandeira, os TACV, e continuarei a sê-lo, sempre que é vilipendiado injustamente.

 

Um dos princípios que a escola da vida me asseverou depois de o ter lido no “Manual Politico” de Cabral, é que devemos ser críticos, quando ela for construtiva. Só assim aprendemos e corrigiremos os nossos erros! Duas cabeças juntas pensam melhor do que uma.

 

Quando há seis meses atrás, os TACV contratou um estrangeiro para o novo responsável comercial, a minha primeira indignação foi porquê um estrangeiro, visto que temos muitos quadros crioulos com Know-how e provas dadas em diversos domínios ligados ao management quer no país quer na diáspora! Veio-me logo a mente a experiência anterior, também com um estrangeiro que para além de encher os bolsos à custa dos cabo-verdianos, afundou cada vez mais, em termos económico-financeiro a nossa companhia aérea nacional. Penso que está provado que para gerir os TACV precisamos de quadros da área aeronáutica com competência reconhecida e que conhece e bem a realidade da nossa sub-região. Temos que deixar de apostar em aptidões políticas, para administrar empresas.

Os nossos governantes devem passar a sondar um pouco mais as pessoas que contratam

Arik De, TACV

Arik De, TACV

Penso que os nossos governantes devem passar a sondar um pouco mais as pessoas que contratam, quer elas nacionais ou estrangeiras para administrar empresas com a performance dos TACV, pois só o curriculum académico não chega, é preciso experiênciais com provas dadas em outras latitudes com especificidades idênticas as da nossa sub-região e do nosso país. Muitas vezes não devemos ir na cantigas e em informações passadas pelos interessados, porque um management bem-sucedido em países como Canadá, Singapura, ou outra potência ao nível aeronáutico deixa esses países para virem a Cabo Verde ganhar melgueiras comparadas a o que ganhavam. Acho que o PC dos TACV deveria indagar mais e melhor e não deixar cair nas lábias de qualquer um que apresenta como mais-valia ter trabalhado numa companhia aérea la fora. Será que os documentos apresentados pelos interessados são autênticos?

 

Concidadãos, não é preciso ser expert em aviação civil ou coisíssima nenhuma para prever que o caminho que os TACV está a seguir, a qualquer momento nos levará ao caos e como consequência fecharão as portas e quem volta a arcar com às consequências somos nós. No dia em que isso acontecer, o iluminado responsável pelo caos, arruma a sua mala, recebe até ao último cêntimo a que tem direito e de bolso cheio vai à busca de outras paragens para enganar mais alguns. Sinceramente, neste momento tenho algumas dúvidas se o atual responsável comercial dos TACV é mesmo muito habilidoso em deitar poeiras nos olhos dos governantes cabo-verdianos, ou se existe algum embuste maquinado entre ele e o pior Conselho de Administração que a nossa companhia aérea já teve para algum desígnio por ora desconhecido! Deixo aqui um alerta: Caso houver alguma tramoia à socapa, mais cedo ou mais tarde a verdade virá ao de cima e os cabo-verdianos  ficarão a saber.

 

Arik Dê recebe quase seis vezes mais o salário do Primeiro-ministro de Cabo Verde

É que observando o procedimento do Sr. Arik Dê nota-se que ele não está minimamente preocupado com a situação infausta dos TACV. O que lhe interessa são as mordomias que lhe é proporcionado com o dinheiro de todos nós. Tem quase tudo pago, amealha um chorudo salário mensal de mais de onze (11) mil dólares americanos líquidos. Portanto, recebe quase seis vezes mais o salário do Primeiro-ministro de Cabo Verde, e segundo a nossa fonte esse valor, contrariamente à prática cabo-verdiana, é pago no início de cada mês, portanto antes de trabalhar, via depósito bancário, na sua conta, nos EUA.

 

Essa descriminação negativa tem revoltado os trabalhadores da companhia, que até ao momento não têm manifestado, por medo de represálias. Penso que chegou o momento da Sra. Ministra Sara Lopes tomar pulso a situação, porque mais tarde será quem irá responder pelo descalabro da empresa. Sugiro-lhe pedir vários encontros com todos os trabalhadores dos transportes aéreas, começando nos bagageiros, passando pelos pilotos, técnicos e chegando as chefias intermédias sem a presença dos graúdos. Só assim poderá ter a noção real que estamos perante uma bomba relógio que pode explodir a qualquer momento.

 

os emigrantes residentes nos EUA, os mais castigados

Para nós os emigrantes residentes nos EUA, os mais castigados com esta gestão nociva dos TACV sugerimos a publicação de um quadro comparativo do número de voos e taxa de ocupação dos voos no itinerário Praia/Estados Unidos/Praia durante a administração do Sr. Dê, com o período homólogo dos três últimos anos. Pois a nossa perceção é que encontraremos uma discrepância enorme nesses itens com prejuízos acentuados para os TACV. Digo isto porque muito de nossos patrícios que voavam nos TACV estão a utilizar voos do Air Marrocos a partir de Nova Iorque, com escala em Casa Blanca. Os bilhetes ficam por volta de oitocentos dólares e têm direito a duas maletas.

 

Arik Dê, pela primeira vez na história, achou por bem suspender os emigrantes da América do Norte do direito de viajarem para Cabo Verde

O Sr. Arik Dê, pela primeira vez na história, achou por bem suspender os emigrantes da América do Norte do direito de viajarem para Cabo Verde no mês de outubro porque o aparelho vai para a manutenção. Penso que em qualquer manual básico de gestão ensina que para preservar ou conquistar um mercado, muitas vezes, é preciso assumir prejuízos, perder dinheiro, o que não é o caso. Também pode ser que a sua estratégia é outra. Pode ser um estratagema inovado de fazer que o barco afunde mais depressa ou uma represália por ser-mos os mais reivindicativos.

Sr. Arik, jamais conformamos com as suas ideias, porque a nossa companhia de bandeira pertence ao Estado de Cabo Verde e não da India ou Japão como pretendes fazé-lo.

 

Penso que se o Sr. Erik quisesse ter sucessos na sua gerência devia, antes de mais, preocupar-se em conhecer melhor a história da nossa companhia aérea e principalmente a dos cabo-verdianos, para saber que somos um povo muito apegado a sua terra, que somos um povo com raízes “finkadu” no nosso país, não obstante o destino nos obrigar a partir apesar de querermos ficar. Nunca antes a nossa companhia de bandeira tratou os cabo-verdianos de forma reles, como se de bandalhos se tratassem. As práticas anteriores nos garantem que a política de preços eram fixadas tendo em conta como é óbvio o fator lucro, mas também considerava o perfil social e financeiro dos passageiros a transportar. Não constitui segredo para ninguém que a maioria dos passageiros transportados pelos TACV nesse percurso são emigrantes de baixa renda, que para viajarem visitando familiares e o seu torrão natal, terão sempre que sujeitar a muitos sacrifícios. Aliás, o novel boss comercial dos TACV, com a sua política de preços, pensa única e exclusivamente na rentabilidade virtual, porque para ter rentabilidade real, precisa de ter passageiros a bordo e cobrando esse balúrdio, dentro de pouco tempo deixará de os ter não obstante o monopólio nessa rota. O preço praticado atualmente pelo o Senhor, só seria justificado se os TACV voassem para os Estados Unidos todos os dias e qualquer hora, permitindo aos passageiros opção de escolha.

 

Como era de esperar, a gestão do Mr. Arik já começou a bater recordes. Apesar dos altos e baixos da nossa companhia aérea, nunca os funcionários sentiram os seus salários tremidos, como aconteceu no passado mês de setembro. Aliás, o vencimento só foi possível graças ao empréstimo concedido pelo Banco Comercial do Atlântico.

 

Os passageiros com partida em Providence são segregados, são tratados como lixo.

Ao que parece um dos propósitos deste senhor é prejudicar os emigrantes crioulos nos EUA, denegrir a imagem dos TACV e espezinhar os cabo-verdianos em geral.

 

Segundo a minha fonte, o sr.  Arik tem propalado aos sete ventos que aumentou as tarifas em mais de quarenta por cento no percurso de e para os Estados Unidos porque os emigrantes dos EUA têm dinheiro, para além de andar a gabar-se junto dos rabidantes no Sucupira. A antipatia do Sr. Arik em relação aos emigrantes dos EUA não é de hoje, ele começou a demonstrá-lo quando resolveu diminuir o direito dos passageiros de duas para uma mala, enquanto na linha Praia/Portugal e vice versa, passou de uma para duas malas. O único aeroporto onde os passageiros é levado a fio de espada com pesagens rigorosas de bagagem de mão antes do check-in e a entrada do avião é em Providence. Não é que sou contra, mas que sejam feitas em todos os voos dos TACV. Portanto desde a entrada deste senhor, os passageiros com partida em Providence são segregados, são tratados como lixo.

 

Porque que o Sr. Arik tem desprezado os cabo-verdianos nos principais centros sociais, principalmente em SACUPIRA, que é um dos administradores mais inteligentes em Cabo Verde e por isso caiu na (des)graça do PCA que o escolheu para gerir os TACV. Caros leitores, neste ponto ele tem toda a razão, porque quem aufere o seu vencimento e tem as regalias que ele tem, num país como Cabo Verde tem que ser uma mais-valia, um sobre dotado.

 

 Por Carlos Tavares -USA, 11 Outubro 2015

 

 

 

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