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ESTADO DA NAÇÃO DEIXOU OPOSIÇÃO DE RASTOS


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Carlos Tavares

Depois de apropriar-se do discurso do Primeiro-ministro, José Maria Neves, sobre o último Estado da Nação desta legislatura, não obstante estar de malas aviadas para umas merecidas férias, não podia deixar de partilhar convosco esta minha emoção, como também de parabenizar o executivo de Cabo Verde, através do seu líder, um dos mais carismáticos governantes da África e do mundo, por esse grandioso feito de governar um país débil como Cabo Verde e colocá-lo na boca do mundo pelos resultados conseguidos. Penso, não estar a falsear a verdade se disser que às cabo-verdianas e os cabo-Verdianos sentem-se orgulhosos de terem colocado, durante quinze anos, os destinos de Cabo Verde nas mãos deste homem humilde e de uma dimensão humana incomensurável.

jose-maria-neves-9e30Para que este grandioso trabalho de transformação e de desenvolvimento contínuo neste percurso ascendente, é preciso que em 2016, os cabo-verdianos saibam escolher de forma certa a quem entregar os destinos de Cabo Verde. Ê preciso avaliarem bem e não embarcarem no demagogismo. É preciso ter como único critério o melhor para Cabo Verde e para os cabo-verdianos. Pois, o futuro deste país, tendo em conta a situação de incerteza ao nível mundial, vai depender e muito de quem estiver à frente dos seus destinos. Devemos apostar para a administração desses dez grãozinhos de terra, pessoas com ideias claras, que conheçam os constrangimentos e as dificuldades do país, nunca apostar em aventuras e incertezas.

Janira Hopffer Almada

Janira Hopffer Almada

A nova liderança do PAICV dão-nos esta garantia pela experiência acumulada, pela integridade e seriedade demonstrada durante o seu percurso. É uma pessoa que dá garantias para continuar garantir um futuro risonho a todos os cabo-verdianos, na medida em que goza da simpatia, do prestígio e da confiança dos nossos parceiros internacionais e do mundo. “Nós é piknin ma de kurason grande”

Confesso que com tantas incumbências que acumulo, juntados a muita fadiga laboral e indisponibilidade de um repouso adequado, não tenho tido discernimento para ler mais do que três a quatro páginas de qualquer assunto de uma assentada. Por isso, ao receber o discurso do primeiro-ministro, sobre o assunto em apreço, a minha primeira reação ao abrir o anexo e deparar com dez paginas, foi de torcer o nariz, para de seguida predispor a fazer uma leitura na vertical, com o propósito de ter uma noção ainda que superficial do real estado de Cabo Verde, nesta conjuntura de incertezas deste mundo globalizado, com o agravante de estarmos a viver um mau ano agrícola em consequência da seca severa que assolou o nosso país o ano passado.

Caros leitores, esta minha incursão pelo discurso do nosso primeiro-ministro sobre a situação real de Cabo Verde principiou a horas avançadas da noite. Mas ao ler a primeira folha, o meu interesse pelo conteúdo aguçou-se, a sonolência desapareceu e dei por mim a degustar meticulosamente cada passagem dessa intervenção. ‘katen kuza mas sabi di ki ter informasons veridicas e di voz di kenha ki tem conhecimento di kauza i ki ta inspirabu konfiansa”.

Alias, aproveito para convidar todas as Cabo-verdianas e cabo-verdianos indiscriminadamente, e pedi-los que ponham de lado o fanatismo e o sentimento político partidário, e que dotem apenas do patriotismo crioulo e leem com muita atenção e com o espírito critico esta clara e cristalina intervenção do Chefe do Governo, que se encontra postado no facebook do primeiro-ministro de cabo-verde ou no site do governo. Garanto-vos que darão esse vosso tempo por bem empregue, na medida em que passarão a ter uma fotográfia não colorida, mas real dos avanços e progressos conseguidos, como também dificuldades e desafios que o nosso querido país arrasta. Vou igualmente reencaminhar esta comunicação aos mais de três mil amigos que tenho no meu correio eletrónico e pedir-lhes que o partilhem com os seus amigos. Pois ele para além de enriquecer o nosso conhecimento em relação ao nosso torão natal é ainda um instrumento de trabalho.

Este discurso do nosso primeiro-ministro merece toda a atenção dos nossos conterrâneos por ser um balanço pragmático de fim de mandato, com factos e números que desarmou completamente a oposição, deixando-a sem espaço de contradizer e de continuar a professar a desgraça e insistir em pintar Cabo Verde de negro, contrariando tudo e todos, inclusive aqueles que tem ajudado e acreditado em Cabo Verde. Aliás, todos nós já conhecemos o apanágio do MpD em relação a Cabo Verde que é quando pior, melhor! Para eles o importante é conseguir o poder pelo poder e a qualquer custo. Todos os meios servem para atingirem o poder. Para os rabentolas, o bem comum, o bem-estar deste martirizado povo é o menos importante.

Ditosamente que os cabo-verdianos hoje, não se deixam iludir e seguir de forma cega às falácias do MpD. Têm inteligência suficiente para entenderem que os ventoinhas continuem igual a si próprios, não mudam nunca. Prosseguem a forjar estórias numa tentativa de continuarem a tratar este povo como ignorantes, esquecendo-se que os cabo-verdianos estão de olhos abertos, conseguindo discernir o certo do errado, o bem do mal. Passar atestado de burrice à nossa gente já faz parte do passado. Por isso que há um sentimento quase que generalizado dos cabo-verdianos que MpD ainda não é uma alternativa válida e credível para governar Cabo Verde.

A dissertação do Estado da Nação proferida pelo nosso Primeiro-ministro diz tudo, não só inúmera os ganhos conseguidos nesses quinze anos da governação do PAICV, como também  mostra insuficiências e aponta caminhos. Faz uma incursão para o que encontramos em 2000, o caminho percorrido e onde estamos agora para que o povo tenha dados objectivos para comparar e julgar em consciência.

Carlos VeigaPara ser franco, esta intervenção, não me surpreendeu. Basta consultarem os mais de trezentos artigos escritos por mim, para aperceberem que cerca de oitenta e tal por cento espelham o meu sentimento do que vem acontecendo em Cabo Verde desde 1991 a esta parte. Não é por acaso que arrolei o MpD e Carlos Veiga como os principais desavindos políticos de Cabo Verde! O percurso deles nos tem demonstrado que utilizaram e utilizam o poder para castigar e afrontar este povo, sabem apenas mentir e intrujar, usar e jogar fora. A passagem dos rabentolas pelo poder deixou feridas abertas que ainda hoje não estão cicatrizadas. Serviram do poder para destruir tudo, vender ao desbarato e usar esse dinheiro em sabe-se se lá o quê! Para não falar em enriquecimento ilícito de amigos e familiares.

A um dado momento, JMN disse que vai deixar o governo de consciência tranquila e com o sentimento do dever cumprido. Estou de acordo com ele, quanto ao sentimento do dever cumprido, mas quanto a tranquilidade penso que só vai tê-lo ao saber que deixou Cabo Verde em boas mãos e em condições de poder prosseguir e não destruir o caminho percorrido. De outra forma penso que nunca vai ter sossego, pois Cabo Verde não está em condições de voltar ao passado de segregações e ganancia dos anos noventa. Não tenho dúvidas, que com MpD no poder, Cabo Verde vai ser de meia dúzia de amigos e familiares e quem vai pagar a factura é o zé-povinho. Com o MpD, Cabo Verde vai retroceder, o fantasma do passado regressará e a penúria ensombrará os nossos vales e cutelos. O estado voltará a perder a credibilidade internacional e ficaremos entregues a bicharada.

E com o PAICV vamos ter mais millenio challenge account, vamos construir mais diques, mais barragens, mais escolas, mais universidades, mais portos, mais aeroportos enfim mais e mais, e vamos ter menos pobres e açambarcadores.

“Que Deus perdoe o Deputado Carlos Veiga, àquando da sua interpelação ao Governo, que disse: Vocês construiram diques e mais diques mas não há chuvas, como se fosse o Governo e o PAICV é dono absoluto de NATUREZA”.

PAICV rumo a vitória em 2016

USA, 11 de Agosto 2015

Carlos Tavares

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